Brincadeiras “Inocentes”

 

Através das Brincadeiras “Inocentes” podemos estar transmitindo hostilidade, raiva e inveja.

 

Analisando o código da fala, não na linha da parapsicologia, Lillian Glass, psicóloga, analisa vários códigos de comunicação do ser humano e um deles o código da fala afirma que se alguém diz coisas sarcásticas ou rudes, seguidas por “eu só estava brincando”. Fique atento. Mesmo que digam ser brincalhona, que está apenas se divertindo e que você deve relaxar e não estressar na verdade costumam estar relevando atrás da aparente “brincadeira inocente” hostilidade ou inveja. Podem também querer enfraquecer seu comportamento sentindo-se perturbado, pouco à vontade. Pessoas que agem assim com frequência muitas vezes não enfrentam as coisas e podem estar expressando seus sentimentos negativos, resolvendo isso com o disfarce de humor. E um humor bem cortante e sarcástico. Costuma ter uma raiva suprimida que quem escuta atentamente percebe.

A psicóloga dá um exemplo que ilustra bem o que está dito acima. Uma bela mulher: Connie fazia sua festa de aniversário para comemorar 45 anos. Duas “amigas” passavam o tempo todo fazendo piadinhas de sua idade, com brincadeiras “inocentes” como você está subindo a colina e tantas outras. De princípio a aniversariante ignorou as piadas rindo e reagia relaxadamente num tom de brincadeira. Mas as brincadeiras prosseguiam e sentindo-se embaraçada e insultada expressou com clareza para as amigas seu descontentamento. Ouviu de imediatamente só “estamos brincando”. Qual o problema? Não sabe brincar? Cadê o senso de humor?
Na verdade a leitura das duas feita por Connie era verdadeira, não estavam apenas brincando escondida por traz das palavras sentimentos de hostilidade, raiva e inveja. As palavras vinham num tom de crueldade. Cujo objetivo era embaraça-la. Ao invés quem sabe de ouvir: Parabéns! Dito com sinceridade. Sentimos muito feliz em participar com você deste momento… você está ótima, maravilhosa. Mas as brincadeiras marcavam as verdadeiras intenções negativas de fazê-la sentir mal e embaraçada por estar ficando mais velha ,dado o sarcasmo das palavras ditas insistentemente da forma como faziam, estavam dizendo as duas “amigas” que não gostavam dela e sentiam inveja. E além do mais as amigas sentiam-se inseguras sobre si mesmas e havia nelas um sentimento de competitividade.
Aqui não se trata também de condenar ninguém. Mas ver que por trás das “brincadeiras” se falavam, diziam sério. Um sério com sentimentos nada bons. E isso deve nos levar a uma reflexão para ver também quando brincamos se expressamos sentimentos bons ou ruins. E quando fazem assim conosco. Como reagimos? Ou sabemos corrigir o outro num tom bem afetuoso e fraterno como Connie mesmo sentindo embaraçada fez.

Outro exemplo ilustrativo é quando o namorado que não estava satisfeito com sua namorada que havia engordada. Quando esta estava alimentando disse: “coma mais uma rosquinha”, num tom insistente, provocativo e rude, perto das outras pessoas, e em seguida diz para a namorada “eu só estava brincando”. Não estava. Estava ressentido. Não conseguia ser direto e dizer com franqueza estou chateado porque você está engordando tanto. Não estou sentindo atraído fisicamente como antes quando era mais magra…
Aqui também vale para todos nós uma reflexão. É claro ser verdadeiro não significa ser estupido. Mas será que temos a coragem de sermos verdadeiros em nossos relacionamentos para não recorrermos às chamadas brincadeiras rudes e provocativas que expressão ressentimentos e raivas de nossa parte?
Na parapsicologia do Sistema Grisa analisamos muito as pessoas quando expressam ressentimentos e raiva vendo suas programações atrapalhadas e negativas que levaram a isso.

Pe. Emanuel Cordeiro Costa

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