A Força da Oração, Mística e Espiritualidade – Orar e Rezar – 2ª parte

1.7. ORAÇÃO É ESTAR EM COMUNHÃO COM DEUS.
                Portanto, o fundamental é que a oração nos leve a nos comunicar com Deus entrando em plena comunicação e comunhão com ele, e com os nossos irmãos. Deus nos fez diferentes e com certeza aceita cada um em suas diferenças ao comunicar com ele.

1.8. ORAÇÃO PARA OS CATÓLICOS
                Nós católicos na oração nos dirigimos sempre a Deus, mas contamos com a intercessão a Nossa Senhora e aos Santos em geral. Por isso na oração recorremos a Nossa Senhora, aos santos e santas para que coloque nossos pedidos e nossa vida nas mãos de Deus.

1.9. A ORAÇÃO NÃO É AÇÃO.
Por maior *engajamento pastoral e *militância que tivermos a oração não é ação. Isto no sentido de estarmos fazendo alguma coisa para transformar a sociedade. Estar na luta social e na militância não nos dispensa a gratuidade: o estarmos intimamente num encontro com Deus onde ouvimos sua voz e conversamos com ele.
Há certo perigo de acharmos que a luta pela justiça em si já esgota o mistério, e justificarmos nossa preguiça em orar e termos a mística.
Jesus esteve no meio povo curando, ensinando, dando pão ao faminto (partilhando), mas não desprezava momentos de orações tanto pessoal como comunitária. Ninguém nesse mundo teve tanta ação em favor do povo como Jesus, a ponto de morrer por nós. No entanto, não fez da ação um mero ativismo. Não reduziu sua vida em ação. E nem fez da ação oração. Tinha seus momentos de orações. É o que veremos no subitem 1.10.

MEDITE: ECLESIÁSTES CAPÍTULO 3, VERSÍCULOS DE 1-8
Há um momento para tudo e um tempo para todo propósito debaixo do céu.
Tempo para nascer, e tempo para morrer;
Tempo para plantar e tempo para arrancar o que foi plantado;
Tempo para matar, e tempo para sarar;
Tempo para demolir, e tempo para construir;
Tempo para chorar, e tempo para rir;
Tempo para gemer, e tempo para dançar;
Tempo para atirar pedras, e tempo para juntá-las;
Tempo para abraçar, e tempo para separar-se;
Tempo para procurar, e tempo para perder;
Tempo para guardar, e tempo para jogar fora;
Tempo para rasgar, e tempo para costurar;
Tempo para calar, e tempo para falar.
Tempo para amar, e tempo para odiar;
Tempo para a guerra, e tempo para a paz.

1.10. JESUS HOMEM DE ORAÇÃO
                Jesus que vive em tudo a condição humana, menos no pecado, teve seus momentos de orações falando ao Pai. Precisou de manifestar sua fé ao Pai e viver toda a dimensão da religiosidade humana.
O Pai Nosso é uma recitação que Jesus ensinou. Pequena, mas é! Portanto, a oração que nos ensinou é uma recitação.
Na oração pessoal, por exemplo, Jesus muitas vezes ficava sozinho a noite toda em oração saindo de sua ação no meio do povo, para estar a sós com o Pai como vemos em Lucas capítulo 6 versículo 12:
            12 Naqueles dias retirou-se para o monte a fim de orar; e passou a noite toda em oração a Deus.
Quanto à oração comunitária, Jesus não reduziu sua ação no meio do povo como oração. Tinha também o momento de estar juntos na sinagoga celebrando com os seus contemporâneos e viver a dimensão comunitária da sua religiosidade no encontro com o Pai. No evangelho de Lucas capítulo 4 versículo 15 a 22 diz:
15 Ensinava nas sinagogas deles, e por todos era louvado.
16 Chegando a Nazaré, onde fora criado; entrou na sinagoga no dia de sábado, segundo o seu costume, e levantou-se para ler.
17 Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías; e abrindo-o, achou o lugar em que estava escrito: 18 O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos,19 e para proclamar o ano aceitável do Senhor.
20 E fechando o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele.
21 Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta escritura aos vossos ouvidos.
22 E todos lhe davam testemunho, e se admiravam das palavras de graça que saíam da sua boca; e diziam: Este não é filho de José?

1.11. ANTIGO TESTAMENTO E O NOVO
                No livro do Êxodo capítulo 3, Moisés esta sozinho na Montanha e faz o seu encontro com Deus. Faz a experiência do mistério, conversando com Deus e ouvindo o que ele lhe fala. Naquele momento Moisés não esta na luta, mas se retirou para essa experiência. Aqui não se trata de um ativismo “libertador”.  Esse texto será analisado no capítulo 5 no subitem 5.1.1.
Podemos concluir tanto no Antigo Testamento (Primeiro Testamento) e no Novo Testamento (Segundo Testamento) que os grandes líderes e profetas tiveram uma vida com grandes momentos de orações, e místicas, e destes: o maior de todos: Jesus Cristo! Centro da sagrada escritura para nós cristãos.
                Portanto, a luta social não nos isenta da oração pessoal e nem comunitária. Há pessoas dentro da igreja que por estar numa pastoral parece julgar desnecessário participar da eucaristia. Há muitos militantes políticos que julgam ser desnecessário momentos de orações e mística achando que atividade política e social bastam em si mesma.

 

Referência Bibliográfica:
O texto foi tirado do livro: A Força da Oração, Mística e Espiritualidade de autoria de Pe. Emanuel Cordeiro Costa. Pagina 15-17. Fundação Biblioteca Nacional – Registro: 512.640 – Livro 971 Folha: 477.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *