A Força da Oração, Mística e Espiritualidade – Refletindo o oitavo exemplo bíblico.

5.8.1 OITAVO EXEMPLO      – EVANGELHO DE JOÃO CAPÍTULO 12, VERSÍCULO DE 1 A 8
                1 Veio, pois, Jesus seis dias antes da páscoa, a Betânia, onde estava Lázaro, a quem ele ressuscitara dentre os mortos.

2 Deram-lhe ali uma ceia; Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele.

3 Então Maria, tomando uma libra de bálsamo de *nardo puro, de grande preço, ungiu os pés de Jesus, e os enxugou com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do bálsamo.

4 Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de trair disse: 5 Por que não se vendeu este bálsamo por trezentos denários e não se deu aos pobres?

6 Ora, ele disse isto, não porque tivesse cuidado dos pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, subtraía o que nela se lançava.

7 Respondeu, pois Jesus: Deixa-a; para o dia da minha preparação para a sepultura o guardou; 8 porque os pobres sempre os tendes convosco; mas a mim nem sempre me tendes.

5.8.2. REFLETINDO SOBRE A ORAÇÃO, MÍSTICA E ESPIRITUALIDADE – NO OITAVO EXEMPLO
Aqui não se trata de alienação a partir da palavra de Deus como se Jesus estivesse dizendo então pratique a injustiça que gera a pobreza porque pobres sempre tem que haver no meio de vós. Sabemos que existem recursos humanos suficiente hoje para eliminar a pobreza.

Naquele momento o mais importante é Jesus e a atitude de amor para com ele. Deus está acima de tudo. Haveria tempo depois para os pobres. Não só Judas Iscariotes, mas todos aqueles que ali se encontravam diante de Jesus querendo praticar toda a justiça que tivesse condições não conseguiriam naquele tempo em vida nesta terra praticá-la aos pobres, a fim de estancar a pobreza, então sempre teriam os pobres juntos deles. Não esta dizendo que nunca poderia ser eliminada a situação de miséria e que nem devamos buscar eliminá-la, ainda mais que toda vida de Jesus consistiu em promover a vida dos excluídos e marginalizados. Realmente se Judas quisesse verdadeira fazer justiça não só teve chances disso e não fez como teria os pobres sempre em sua vida para praticar a justiça distributiva para com eles. Então os pobres sempre haveria no meio dele e de outros que ali se encontravam.

Será que quando questionamos aqueles que a exemplo da mulher no evangelho se preocupa homenagear Jesus oferecendo o de melhor para a promoção de uma festa para Deus, não fazemos questionamentos semelhantes como mesmo espírito de Judas? Será que a nossa preocupação é verdadeira ou é a preocupação de Judas Iscariotes?

Referência Bibliográfica:
O texto foi tirado do livro: A Força da Oração, Mística e Espiritualidade de autoria de Pe. Emanuel Cordeiro Costa. Pagina 57-58. Fundação Biblioteca Nacional – Registro: 512.640 – Livro 971 Folha: 477.

 

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