A Força da Oração, Mística e Espiritualidade – Refletindo o sétimo exemplo bíblico.

(O texto foi tirado do livro: A Força da Oração, Mística e Espiritualidade de autoria de Pe. Emanuel Cordeiro Costa. Pagina 55-56. Fundação Biblioteca Nacional – Registro: 512.640 – Livro 971 Folha: 477)

5.7.1. SÉTIMO EXEMPLO – EVANGELHO DE LUCAS CAPÍTULO 10, VERSÍCULOS 38 A 41
Do sétimo ao décimo segundo exemplos, lembro que a ideia de ativistas que desprezam momentos pessoais de oração e a mística em nome da atividade e da luta social não procede de Jesus.  Nos exemplos anteriores vimos que a experiência de Deus é ampla e não se prende a momentos e lugares sagrados, no entanto isto não significa que não precisemos de momentos mais íntimos de encontro com o misterioso, absoluto, o *transcendente.

Passagem bíblica do evangelho de Lucas capítulo 10, versículos 38 a 41:
38 Ora, quando iam de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa.
39 Tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, sentando-se aos pés do Senhor, ouvia a sua palavra.
40 Marta, porém, andava preocupada com muito serviço; e aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá que minha irmã me tenha deixado a servir sozinha? Dize-lhe, pois, que me ajude.
41 Respondeu-lhe o Senhor: Marta, Marta, estás ansiosa e perturbada com muitas coisas.

5.7.2. REFLETINDO SOBRE A ORAÇÃO, MÍSTICA E ESPIRITUALIDADE – NO SÉTIMO EXEMPLO

Como dissemos: oração é oração! E não ação! A mística não dispensa um momento de maior tempo para encontro com o mistério! Tempo para escuta, tempo de esquecer a luta, de esquecer a atuação pastoral, o nosso engajamento. Não no sentido de dispensar essas coisas, mas temos que ter um tempo para Deus. Para poder sentir que estamos em suas mãos. Para lembrar que o reino que buscamos construir aqui é graça divina e não acontece somente por nossa capacidade, empenho e dedicação. Não somos absolutos. Ter esse tempo amoroso para com Deus significa esquecer a luta social, nosso engajamento pastoral não que estejamos fugindo disso, mas para experimentar o amor gratuito de Deus que nos fortalece no caminhar.

Muitos que caem num ativismo tremendo e Deus fica para quando der encontra com ele… Acaba não o encontrando e fazendo de conta que sua atuação social e atividade pastoral ou política já é uma mística que dispensa uma certa contemplação, admiração, um esvaziar de si mesmo e me colocar despojado diante do divino. Maria soube aqui escolher o melhor, aquele que dá sentido e sustento as suas atividades. Soube ter no encontro com Deus alimento para sua espiritualidade.

Referência Bibliográfica:
O texto foi tirado do livro: A Força da Oração, Mística e Espiritualidade de autoria de Pe. Emanuel Cordeiro Costa. Pagina 55-56. Fundação Biblioteca Nacional – Registro: 512.640 – Livro 971 Folha: 477.

 

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