Refletindo, resumidamente, todo os 12 exemplos bíblicos do capítulo 5 do livro A força da Oração, Mística e espiritualidade.

5.13.1. REFLETINDO TODO O CAPÍTULO 5
Refletindo todas as experiências de oração, mística e espiritualidade nos 12 exemplos do capítulo 5, vemos que: com pequenas exceções de alguns poucos casos como no da sarça que se queima e também na conversão de São Paulo que fala de luz e queda no chão, perda temporária de visão com um momento forte de emoção não vemos nos outros exemplos bíblicos citados neste capítulo nada de *inusitado, fora do normal, maravilhoso (como se fosse um milagre), nada de fantástico, nada de *exacerbação de sentimentos, nas experiências de Deus nestes trechos bíblicos até aqui analisados. É claro que toda cura e são inúmeras no evangelho, que Jesus faz, são maravilhosas! Mas nem sempre as curas maravilhosas levaram a fé e a conversão.  No capítulo 11 do evangelho de Lucas versículo 29 Jesus diz que aquela geração má lhe pedia um sinal (milagre), mas o sinal que ele dava era um convite a penitência e conversão. Em Mateus capítulo 12, versículo 38, vemos o mesmo pedido e o nos versículos seguintes o mesmo procedimento de Jesus. Marcos capítulo 8, versículo 11 Jesus nega a fazer um milagre (sinal) aos fariseus porque não acreditavam nele e queria um sinal para testá-lo. Se os milagres em si levassem a conversão não precisaria os fariseus fazer este pedido irônico, e com certeza, Jesus os atenderia se os levasse a mudança, por isso nega. No evangelho de João capítulo 6, versículo 30 pedem um milagre (sinal) para poder acreditar nele, e Jesus não faz. Pois sabia que o pedido era falso. Não os levaria a mudança.

É bom termos cuidados com certos *estereótipos, dado que vemos televisão, ouvimos rádios e vemos muita encenação e teatro quanto a questão da apresentação de programas religiosos que passam uma ideia de experiência de Deus bem longe das experiências vistas até aqui na sagradas escrituras. Nesses programas televisivos mesmo falando em nome de Jesus, costumam distanciar demais da prática do próprio Jesus. E nós que os assistimos cairmos na tentação de achar que espiritualidade é o que vemos nesses programas.  Neles há muito drama e teatralização ao falar em Jesus: com fechar os olhos! Fala aos berros numa postura bem *histérica, falas insistentes sobre o demônio, necessitando dele (através do medo) para chegar a Jesus. Onde quem esta à frente dos fiéis quer demonstrar que tem poder sobre o demônio e grita loucamente: sai em nome de Jesus!  Repetições insistentes como: Jesus! Jesus te ama! Glória aleluia! Amém! Glória a Deus! Deixa Jesus entrar no seu coração! Em alguns casos *alucinações, com visões e vozes que alguns relatam ver e ouvir da divindade, etc. Não nego que Deus possa estar ai, falando certo por linhas tortas, mas se ficarmos presos a essas coisas externas e elas não nos conduzir a um encontro mais profundo de Deus e não nos levar a mudanças, ficará para nós como coisas estereotipadas. Dai o perigo da oração, mística e espiritualidade que falaremos no próximo capitulo. Existem pessoas inclusive católicas que acham que espiritualidade são essas coisas, querendo momentos fortes de emoções para dizer quem tem espiritualidade e encontrou Jesus. Cuidado que em nome de Deus podemos ver muitas coisas que não são dele, e nem sermos conduzidos a uma mística de encontro com a palavra de Deus, como vimos aqui.


Referência Bibliográfica:

O texto foi tirado do livro: A Força da Oração, Mística e Espiritualidade de autoria de Pe. Emanuel Cordeiro Costa. Pagina 63-64. Fundação Biblioteca Nacional – Registro: 512.640 – Livro 971 Folha: 477.

 

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