“A morte não escolhe idades”

(Texto de Pe. Emanuel Cordeiro Costa com Certificado de Registro de Averbação na Fundação
Biblioteca Nacional – EDA – Nº 563.674 – livro 1075 – folha 232)

O enunciado do tema deste artigo é correto. Não há como contestá-lo, pois, a realidade humana da morte o confirma.

A morte não escolhe idade, vem nos mostrar a provisoriedade de nossas vidas. Estamos aqui neste mundo de passagem. Somos finitos aqui. Estamos sujeitos a acidentes e incidentes em nossa vida. Qualquer erro provocado por si ou por outro nos leva a destruir a vida, a morte.

Mesmo neste mundo, quem tem uma vida longa, e são poucos, esta longevidade se dá na insegurança diante da vida, dos temores, dos medos diante da realidade. Portanto, mesmo longa e talvez bem vivida a vida desta pessoa não deixa de trazer as marcas da imperfeição humana. E por mais longevidade que tenha uma pessoa esse tempo longo de vida aqui é pequeníssimo frente a grandeza infinita e a perfeição divina.

Segundo o ciclo biológico natural deveríamos todos nós morrermos na velhice, quando nosso corpo já não der conta de suportar esta vida. Porém, ocorre a morte rompendo com esse ciclo natural e muitas vezes de modo prematuro. E por inúmeros motivos alguns nascem com certas deficiências que quando não tem uma vida debilitada, acabam morrendo. Outras vidas são ceifadas pelas inúmeras formas de violência e desrespeito a vida humana.

Mesmo sabendo que a vida é um dom de Deus e que não temos domínio sobre a mesma, nem sempre a respeitamos.


Depois de tudo que foi dito até aqui, e olhando para a nossa realidade humana, vemos que a morte atinge todas as pessoas em qualquer idade, classe social, raça e sexo.


Diante da dura realidade da morte as reações humanas são as mais diversas. Muitos reagem a partir da fé deixando – se guiar pela palavra de Jesus que nos fala que a morte atinge todas as idades de outro modo, dizendo que não sabemos o dia e nem a hora e Jesus nos pede para esperá-la, aguardá-la não de modo passivo, mas vigilantes na fé e no amor (Mc 13,35.37). Então, para nós cristãos aqui, o tempo em que vivemos é uma preparação para o encontro direto com Deus.


Para alguns ateus de princípios humanitários o importante enquanto aqui vivem é deixar sua marca histórica nas relações humanas que os leve a uma sociedade mais justa e igualitária.


Para alguns ateus que não ligam e nem se preocupam com uma sociedade humanitária que devemos construir, o importante é aproveitar o máximo desta vida já que vivem pouco aqui.


 A morte é uma realidade humana incontestável. E não sabemos normalmente o dia e a hora da nossa partida. Isto ao invés de nos angustiar, deve nos levar pela fé a confiar nas palavras sábias e confortadoras de Jesus que diz que nela acontecerá o nosso encontro definitivo com Ele.

 

Artigo de: Pe. Emanuel Cordeiro Costa

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