“Falem mal de mim, mas falem. ”

(Texto de Pe. Emanuel Cordeiro Costa com Certificado de Registro na Fundação
Biblioteca Nacional – EDA – Nº 548.223 – livro 1044 – folha 46)

Falar mal de alguém no mínimo significa que estamos criticando-a, difamando-a, caluniando-a e nada disto trata-se de bons sentimentos de quem fala e muito menos, normalmente, agrada a pessoa alvo da crítica.

O dia que aprendermos olhar as qualidades do outro e entender que os defeitos que são limitações humanas e nós todos os temos de sobra, vamos espiritualmente crescer. As qualidades vistas tornam-se um incentivo, um exemplo, quando temos o coração desprendido, a imitar. E imitando o que é bom todos nós crescemos.


Falar mal e sentir bem que falem de você leva a alguns questionamentos: Quem assim pensa será que tem amor próprio? Que prazer é este de saber que a outra pessoa mancha sua imagem, e acha bom? Que prazer é esse e que necessidade é esta de ver seu nome sendo falado e associado ao ranço de outra pessoa, ressentimento, raiva, etc.?    Provavelmente esta pessoa deve ter baixa-auto-estima? Será que não é uma maneira da pessoa não dar o braço a torcer, dando a entender que não importa com a crítica? Mas o simples fato de afirmar publicamente que falem dela pode ser um meio desconfortável de conviver com o falatório?


Quem assim pensa esquece que o mal que um fala a respeito dela se propaga e normalmente, quando muito difuso leva a pessoa ao descrédito, a distorção de sua imagem e as coisas tendem-se sempre a propagar.


O falar mal da outra pessoa sistematicamente significa destruir a sua imagem, significa alimentar e nutrir sentimentos ruins contra ela. Busquemos sempre a construção de uma sociedade respeitosa nutrindo bons sentimentos em relação as outras pessoas, diminuindo sempre os espaços para falatórios e sentimentos maus.

 

Artigo de: Pe. Emanuel Cordeiro Costa

2 comentários em ““Falem mal de mim, mas falem. ”

  • 6 de julho de 2019 em 11:10
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    Penso que talvez, a necessidade que o ser humano tem, de ser enxergado por ele mesmo e os demais, o leva a tal comportamento ou melhor dizendo, apela por esse artifício. Gostei do texto. São indagações de nosso cotidiano.

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  • 7 de julho de 2019 em 01:32
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    Basta não se deixar ser invadida pelas mentiras, injúrias, calúnias, frustrações e violência dos que nos circundam. Parafraseando a bela frase de Galileu Galilei. “Devemos escrever os benefícios em bronze e as injúrias no ar”. Nenhum comportamento e atitudes de pessoas podres e desumanas devem comprometer nossa paz e nos fazer desanimar. Assim, possamos “buscar sempre a construção de uma sociedade respeitosa nutrindo bons sentimentos em relação as outras pessoas, diminuindo sempre os espaços para falatórios e sentimentos maus”.

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