“Falem mal de mim, mas falem. ”

(Texto de Pe. Emanuel Cordeiro Costa com Certificado de Registro na Fundação
Biblioteca Nacional – EDA – Nº 548.223 – livro 1044 – folha 46)

            Falar mal de alguém no mínimo significa que estamos criticando-a, difamando-a, caluniando-a e nada disto trata-se de bons sentimentos de quem fala e muito menos, normalmente, agrada a pessoa alvo da crítica.
            O dia que aprendermos olhar as qualidades do outro e entender que os defeitos que são limitações humanas e nós todos os temos de sobra, vamos espiritualmente crescer. As qualidades vistas tornam-se um incentivo, um exemplo, quando temos o coração desprendido, a imitar. E imitando o que é bom todos nós crescemos.
            Falar mal e sentir bem que falem de você leva a alguns questionamentos: Quem assim pensa será que tem amor próprio? Que prazer é este de saber que a outra pessoa mancha sua imagem, e acha bom? Que prazer é esse e que necessidade é esta de ver seu nome sendo falado e associado ao ranço de outra pessoa, ressentimento, raiva, etc.?    Provavelmente esta pessoa deve ter baixa-auto-estima? Será que não é uma maneira da pessoa não dar o braço a torcer, dando a entender que não importa com a crítica? Mas o simples fato de afirmar publicamente que falem dela pode ser um meio desconfortável de conviver com o falatório?
            Quem assim pensa esquece que o mal que um fala a respeito dela se propaga e normalmente, quando muito difuso leva a pessoa ao descrédito, a distorção de sua imagem e as coisas tendem-se sempre a propagar.
            O falar mal da outra pessoa sistematicamente significa destruir a sua imagem, significa alimentar e nutrir sentimentos ruins contra ela. Busquemos sempre a construção de uma sociedade respeitosa nutrindo bons sentimentos em relação as outras pessoas, diminuindo sempre os espaços para falatórios e sentimentos maus.

 

Pe. Emanuel Cordeiro Costa

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