Exemplos de Hiperestesia Direta – (2ª parte e última)


II. Nos Animais


Primeiro exemplo – Morcegos

Voam com uma rapidez sem esbarrar na cabeça “de alguém, durante a noite”, no recinto onde elas se encontram. Dado que “o sentido do tato ser neles prodigiosamente desenvolvido”. (FRIDERICHS, 1997, p. 48) São feitas experiências “com morcegos, largando-os dentro de salas com numerosos fios entrecruzados, de uma extremidade a outra. Jamais algum morcego esbarrou num barbante” (FRIDERICHS, 1997, p. 48). A explicação é que o morcego é: “dotado com uma espécie de verdadeiro radar, que o faz perceber, numa fração de segundo, as ondas atmosféricas, produzidas pelas asas, batendo nos obstáculos e refletindo sobre o seu corpo, para avisá-lo do perigo”. (FRIDERICHS, 1997, p. 48). Além do tato, também o

“Ouvido é neles extraordinariamente perfeito, como estão a indicar os pavilhões muito abertos e compridos de várias espécies de morcegos. Esse particular mostra como o sentido da audição também desempenha importante papel na percepção ultrarrápida dos obstáculos. É o que a ciência moderna vem confirma, quando ensina que os morcegos se orientam por ultrassom, ondas entre 20 a 120 KHz. São impulsos emitidos intermitentemente e captados pelos seus ouvidos. O radar funciona segundo o mesmo princípio, mas usa ondas eletromagnéticas, em vez de acústicas. Nos morcegos fala-se de orientação à base do Sonar”. (FRIDERICHS, 1997, p. 49).


Segundo exemplo – Gavião
É capaz de enxergar um ratinho embaixo a três mil metros de altura.


Terceiro exemplo – Borboletas
Tem o ouvido super afinado. Afinadíssimo. Ouvido radárico. Algumas à noite percebem o som emitido pela companheira a uma distância de dois ou três quilômetros. “As borboletas machos da espécie ‘Arestias selene’ são atraídas pela fêmea, na época do cio, até a distância de 11 quilômetros, em parte pelo olfato, em parte por terem o ouvido sintonizado para captar esse determinado som”. (FRIDERICHS, 1997, p. 49).

Quarto exemplo – escaravelho
Spalanzani, naturalista fazia experiência de cortar a cabeça do escaravelho. Sem a cabeça continuava a andar e a sentir… E evitava os obstáculos. Sente sem ver.

“Todos sabem que o escaravelho tem o centro motor e sensitivo no tórax, não na cabeça. O escaravelho pode, pois, perfeitamente, continuar a mover-se e a sentir sem cabeça, Os raios de luz solar       refletem sobre os objetos e reincidem sobre o escaravelho, que, hiperestesicamente, com os nervos “a descoberto”, os sente. Não é visão ocular ou retiniana, pois está sem olhos. O animal sente o contato dos raios luminosos, ou o eco de suas próprias pisadas, calor, ondulação do ar provocada pelo movimento, ou ondulação do ar que choca com o objeto, etc… (QUEVEDO, 2003, p. 46).


Quinto exemplo – cachorros
Tem o olfato e audição muito aguçados. O cão descobre o seu dono após três horas de sua passagem por um caminho. Mesmo que este esteja calçando botas. Tem também um faro finíssimo para descobrir a caça.

Sexto exemplo – Animais “inteligentes”
O cavalo Hans
No final do século XIX e início do século XX, o velho oficial alemão, aposentado, Wilhelm Von Ostem, adquiriu um cavalo russo: Hans. Ensinou diversas operações aritméticas… O cavalo respondia batendo o pé no chão… O oficial era excêntrico e maníaco. Fez anuncio num jornal que faria demonstrações gratuitas…

O Major Eugen Zobel, escritor publicou artigos sobre o “talento” de Hans.

Em setembro de 1904 é criada uma primeira comissão científica composta de professores de psicologia, Fisiologia, Zoologia, Veterinária e especialistas em Equitação e adestramento de animais. Oficiais de cavalaria. Diretor do Jardim Zoológico diretor de circo… Em outubro tem-se uma nova comissão cientifica, nomeada pelo ministério de educação, estudava Hans, conhecido como der kluge Hans (O João Inteligente).

Presidida pelo Dr. C. Stumpf, diretor do Instituto de Psicologia da Universidade de Berlim, a Comissão cientifica declarou que o: “fenômeno era devido simplesmente à percepção hiperestésica por parte do cavalo, de movimentos inconscientes realizados por seu dono ou os assistentes, movimentos não percebidos pelo homem”. (QUEVEDO, 2003, p. 69).

Anteriormente em 1903, Alberto Moll (presidente da Sociedade de Psicologia de Berlim), chegara a mesma conclusão. Pelo que já vimos neste site no artigo sobre Hiperesteria tanto Direta, Indireta e Cumberlandismo que a linguagem fisiológica nos mostras que os sinais hierestéicos correspondentes às ideias, são automáticos, inevitáveis.

O professor Pfungst com seu aparelho, respondesse até às perguntas que não eram formuladas verbalmente, mas só pensadas. As ideias eram captadas ou ampliadas pelo aparelho. Tanto o Professor ou o cavalo captavam os sinais e eram guiados por eles.


Os cavalos de Elberfeld
O rico industrial Karl Krall, em 1906 recebeu de presente o cavalo Hans. Decidiu ensinar os outros cavalos as mesmas operações que Hans realizava, mas em condições espetaculares, com investimentos maiores com quatro cavalos. Dois árabes, Muhamet e Zarif. Um pônei, Hanschen, e um velho cavalo cego, chmado Barto.

Sábios da época e comissões cientificas estudavam a “inteligência” dos animais, chegando a defender a “inteligência”. Chegaram a falar em telepatia para explicar o fenômeno.


Fraudes
Um dos cavalos, fez “cálculos”. Ele deu suas repostas na ausência de todos. Só observado de uma pequena janela. Dr. Maeterlinck observou o cavalo Muhamet em completa escuridão. Sem falar que o cavalo Barto era cego. Antes de explicar a questão hiperestesica um pouco mais, houveram “fraudes em algumas ocasiões. Onde um cuidador dos animais se ocultava dos investigadores, ficando, porém visível ou perto dos cavalos” (QUEVEDO, 2003, p. 71).

Para descarta a fraude Richet chegou a não admitir a fraude dizendo que o melhor calculador não poderia encontrar tão rapidamente a raiz quadrada de 456.776 ou a raiz cúbica de 15.376.


Métodos
Existem métodos especiais para extrair as mais complicadas raízes, que superam as maquinas calculadoras. Sem truque.

Em outra situação o Dr. Maeterlinch achou que o cavalo Muhamet não respondeu era porque o número lhe propunha não tinha quadrada exata…

“A atividade aritmética é na realidade bastante simples, alheia inteligência, uma vez que pode ser realizada por maquinas. Mas não quer dizer os animais sejam capazes de extrair raízes quadradas.


2.1 Explicações do sexto exemplo:
Alguma pessoa que conhecesse esse mecanismo simples… Ou algum preparador dos cavalos tivesse institivamente descoberto esse sistema de cálculos.

Como consequência deste trabalho sobre os cavalos, foi descoberto esse método de modo simplificado. E em 1912, o filosofo R. Quinton que o descobriu extraia, ele mesmo de cor, num tempo de dois segundos as raízes de números de muitíssimos algarismos diante dos membros da Faculdade de Filosofia de Paris. Diz que o método nas suas palestras públicas é sempre um “menino a quem ensino a extrair raízes cubicas e quintas de números até dez bilhões. Além do mais o menino extrai de cor e com tal rapidez que nem tempo dá a que escrevam os números que lhe ditam”. (QUEVEDO, 2003, p. 72).

Dentro desta explicação surge um outro exemplo de

“Fleury, cego, degenerado, quase idiota, era capaz de calcular num minuto (um minuto e quinze segundos exatamente) o número de segundos que há em trinta e nove anos, três meses e doze horas, sem esquecer os anos bissextos. Igualmente aprendeu a extrair raízes quadrada de cor, tão logo lhe disseram o que era uma raiz quadrada, embora não lhe ensinassem o método clássico.” (QUEVEDO, 2003, p. 72).


O cavalo observado de uma janela.

Por ser uma percepção hiperestesica de sinais é possível. Os animais eram muito sensíveis. “Os sinais inconsciente se difundem por todo o corpo e cada de suas partes”. (QUEVEDO, 2003, p. 73). O rosto do observador está transmitindo o sinal visual. Os sinais auditivos são captados… Existem outros tipos de “emissões”…

O cavalo Muhamet observado em grande escuridão
Se a escuridão não impedia o observador de fazer observações, “menos impediria as observações do cavalo. Não se trata só de ver, mas também de ouvir, sentir, etc”. (QUEVEDO, 2003, p. 73).

Barto, o cavalo velho e cego
“A cegueira, normalmente de nascença, não impede a ‘visão’” (QUEVEDO, 2003, p. 73). Pois bem, “Não se trata de vista propriamente dita, mas de toda classe de sensação hiperestesica”. (QUEVEDO, 2003, p. 73).


Conclusão sobre os exemplos da Hiperestesias dos animais.
Outros casos surgiram, de treinos com cavalos e outros animais, especialmente nos Estados Unidos. Com resultados iguais aos conseguidos e até maiores que tiveram os cavalos aqui analisados. O Dr. Bechteref e Dr. Flexor, de Moscou, “estudaram um cachorro fox-terrier e outro são-bernardo”. (QUEVEDO, 2003, p. 74). Outros animais estudados foram também “gata chamada Daisy e os cachorros Rolf, Lola, Zou, Awa,” (QUEVEDO, 2003, p. 74). Foi estudada também a cadelinha chamada Nora. Um famoso chimpanzé do Jardim Zoológico de Frankfurt, o chimpanzé Basso.

Ficou descartado os casos de “inteligência” dos animais calculadores, de telepatia, mediunismo e outras teorias para explicar os fatos.

Outras explicações sem um grande conhecimento de causas desses fatos que serviam para agradar espertalhões.

A conclusão que se chegou foi que por “hiperestesia os animais podem chegar a captar, indiretamente, certos pensamentos de uma pessoa, dar respostas a perguntas até muito difíceis e até mesmo que não cheguem a ser formuladas”. (QUEVEDO, 2003, p. 76).


Referências

QUEVEDO, Oscar G. O que é Parapsicologia. 37ª edição. Editora Loyola,
São Paulo –SP, 1971.
________. Oscar G. A Face Oculta da Mente. 19ª edição. Editora Loyola, São Paulo – SP, 2003.

FILHO, Pe. Raimundo Elias. Mistérios do Aquém e do Além à Luz da Parapsicologia. 2ª edição, Editora Paulus, São Paulo – SP, 2003.

FRIDERICHS, Edivino A, Panorama da Parapsicologia ao alcance de todos, 5ª edição, São Paulo, SP, 1997.

Instituto Padre Quevedo de Parapsicologia, Classificação dos grandes grupos da fenomenologia. Disponível em:
<
http://institutopadrequevedo.com.br/?portfolio=classificacao-dos-grandes-grupos-da-fenomenologia >. Acesso em 20 de dezembro de 2017.

Consciência e Expressão, Hiperestesia – HIP. Disponível em:
< http://conscienciaeexpressao.blogspot.com.br/2010/10/hiperestesia-hip.html >. Acesso em 20 de dezembro de 2017.

João Batista Cientista Político, Hiperestesia Indireta do Pensamento e outros. Disponível em:
<http://joaobatistacientistapolitico.blogspot.com.br/2009/10/hiperestesia-indireta-do-pensamento.html >. Acesso em 20 de dezembro de 2017.

 

Autor: Pe. Emanuel Cordeiro Costa
Parapsicólogo Clinico – SINPASC – 409.
Especialização – Lato Sensu em:
Orientação Parapsicológica Social e Institucional
Pela FAVI – Faculdade Vicentina – Curitiba – PR.
Psicoterapia Holística: Hipnose
Terapeuta Holístico Credenciado – CRT 48326
– Paroquia Cristo Libertador
Ipatinga – MG – 19/01/18

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *