Exemplos de Hiperestesia Direta – HD (1ª parte)

 

Introdução

Antes de ver os exemplos aqui colocados, convido o internauta a ler primeiro, o artigo de Hiperestesia Direta – HD, publicada neste site.

I. Hiperestesia – Pessoas Humanas

Primeiro exemplo – de Hereward Carrinton
Um exemplo de Hiperestesia direta é dado a partir da experiência de Hereward Carrington, que emigrou para os EUA, tornou-se com o tempo investigador americano de fenômenos psíquicos. O exemplo de hiperestesia direta que nos dá é citado por Pe.  Quevedo no livro “A Face Oculta da Mente” (p. 42) e em Pe. Edivino no livro “Panorama da Parapsicologia ao alcance de todos” (p. 49) e também e no blog consciência e expressão.

A experiência de colocar uma pessoa numa sala. Nela deve estar exposto muitos objetos. E esta pessoa nunca tenha estado ali. Durante cinco segundo deve observar tudo conscientemente que tem na sala. Em seguida, imediatamente, venda os olhos e a conduz para fora. Ela terá que ter enumerado de 10 a 15 objetos conscientemente. Porém, se ela for hipnotizada logo a seguir, ela poderá, sobe estado alterado de consciência, fazer surgir certas sensações inconsciente, podendo mencionar enumerando de quarenta a cinquenta objetos.

1.1 Transposição dos sentidos

Na hiperestesia pode acontecer a transposição dos sentidos. “Pessoas sensíveis percebem os estímulos por vias físicas totalmente improprias para isso. Vendo pela ponta do nariz, distinguindo cores com os olhos vendados, lendo com as pontas dos dedos, etc.” (Veja Artigo deste site sobre Hiperestesia Direta).

No artigo sobre “Correntes (Escolas) de Parapsicologia” no Brasil, publicado neste site, citei baseado em Pe. Raimundo da Escola Quevedo de parapsicologia, no número 6.3. uma pequena explicação sobre transposição dos sentidos:

“Pesquisadores russos afirmam que, para cada seis centímetros quadrados de pele humana, existem dez ‘fotorreceptores’, formados do mesmo material que compõe a retina.  É como se tivéssemos ‘olhinhos’ espalhados por todo o corpo. Trata-se da chamada Percepção dermo-ópitica’ (DOP) que, observada em alguns sensitivos, é tão perfeita como a própria visão natural”.  (FILHO, 2003, p. 24).

Segundo exemplo – Vendo pelo lóbulo da orelha.
Em ataque de hipnotismo, uma pessoa histérica, que professor Lombroso encontrou, citado por Pe. Quevedo. Ela perdia completamente a visão. Ou seja, não via pelos olhos, mas conseguia ver com a mesma acuidade, pelo lóbulo da sua orelha esquerda. Ela distinguia as cores. Caracteres de uma carta que havia recebida a pouco. Esta mesma histérica, concentrando com uma lente alguns raios de luz sobre o lóbulo de sua orelha, ela ressentia-se e gritava, sacudindo a cabeça e acabava cobrindo a orelha com o braço.


Terceiro exemplo – Ver pela fronte
Para impedir qualquer visão ocular, uma senhora com os olhos totalmente tapados, conseguira ver. Ela “via” pela fronte. Da mesma forma, três irmãzinhas de onze, treze e catorze anos, “viam” também pela fronte. Estes exemplos foram rigidamente estudados com controle científico para descartar fraudes. Sendo portanto, fenômenos autênticos.


Quarto exemplo – Ler pelas pontas dos dedos
“A Sra. Kulechova foi estudada pelo Dr. Vassiliev no laboratório de Parapsicologia da Universidade de Leningrado. Kulechova, depois de lhe ser impedida completamente a visão pelos olhos, lia livros e revistas pelas pontas dos dedos, distinguia pelas pontas dos dedos as cores dos objetos, percebia, sem contato, objetos mínimos… inclusive, isto se realizava na semiobscuridade. ‘Via’ pela ponta dos dedos, ainda, sob iluminação exclusivamente infravermelha, apesar da pouquíssima graduação (a luz infravermelha é normalmente invisível ao sistema ocular humano)”. (QUEVEDO, 1971, p. 32).


Quinto exemplo – desembaraço dos cegos
Há cegos quando entram a primeira vez por exemplo numa casa eles se desviam dos móveis e quaisquer obstáculos, com uma segurança impressionante, como se estivesse vendo. Da mesma forma crianças cegas que correm, brincam e jogam sem se ferirem. Tudo analisado com rigor científico.


Sexto exemplo
– Menina Giselle Gourt.
Aos três anos de idade teve uma perturbação nervosa. Com isso ficara cega. Pela vontade de vencer, com exercícios constantes, estimulada, foi aos poucos hiperestesiando as pontas dos dedos e conseguiu ler e distinguir as cores com só aproximar os dedos sobre elas.

Sétimo exemplo – ler pelo epigástrio (estômago)
Exemplo de uma doente. Ela dizia o valor das cartas, passando-as pelo seu epigástrio, debaixo de uma coberta. Depois que ela fazia leitura, a carta em questão era mostrada às testemunhas. Muitos pseudopossessos acreditavam ouvir vozes ou sentir o “demônio” ou o “espírito”, no estomago, Há uma especial relação entre o epigástrio-medula espinhal. Pseudopossessos frequentemente afirmam sentem o “intruso” na boca do estomago. Sentem embrulho no estomago.


Oitavo exemplo – sonambulo que caminha com os olhos fechados.
Quando um sonambulo caminha de olhos fechados por lugares conhecidos, sua memória inconsciente guarda todos os detalhes, distancias, obstáculos, sendo possível caminhar.


Nono exemplo – Cheirar pelo Queixo
O exemplo dado por Pe. Quevedo, o que possivelmente se refere a mesma pessoa histeria em ataque de hipnotismo, o mesmo fenômeno se deu com o olfato. A amônia e a assa fétida com cheiros fortes aplicados ao nariz não dava reação alguma a pessoa. Porém, aplicadas ao no seu queixo fazia a pessoa expirar e ela afasta a cabeça em sinal de náusea e enfado.

Décimo exemplo – Distinguir o sabor pelos dedos.
Uma sonambula que reconhecia pelas pontas dos dedos o sabor dos alimentos.


Décimo Primeiro exemplo – ouvir pelas pontas dos dedos ou pelo epigástrico.
Pessoas que ouvem pelas pontas dos dedos ou pelo epigástrico.


Décimo Segundo exemplo – Surdos-mudos e a linguagem labial.
Os surdos-mudos entendem o que os outros dizem, pela observação do movimento dos lábios.


Décimo Terceiro exemplo – Outras sensações pelos sentidos.
Uma hiperestésica que estava em estado alterado de consciência, hipnotizada, quando a pessoa que estava trabalhando com ela no momento colocava a mão à distância de quarenta centímetros do dorso… Sentia Calor na mão, queixando-se de grande calor. Sentia Frio quando um pedaço de gelo era posto distante.

 

1.2. Sobre os exemplos de Hiperestesia, especialmente no ser humano.
No livro “O que é Parapsicologia”, Pe. Quevedo, dá explicação clara sobre esse fenômeno de Hiperestesia. Sobre a transposição de sentidos (visão para ótica). Dizendo não ser telepatia. Lembra que “não sendo os nervos próprios da visão e, por conseguinte, não sendo impressionado o mesmo centro cerebral, aquela extraordinária percepção não pode ser visão propriamente dita (nem olfato propriamente dito…)”. (QUEVEDO, 1971, p. 31-32).

“Assim nasceu a explicação dos homens que ‘veem sem olhos ou cheiram pelo queixo, ou ouvem pelas mãos. Não veem, nem cheiram, nem ouvem… sentem o contato dos raios de luz, das vibrações do ar, dos eflúvios odoríferos… e o cérebro responde causando uma alucinação a modo de visão ou cheiro… a esta grande sensibilidade se chamou Hiperestesia”. (QUEVEDO, 1971, p. 31-32).

Ainda sobre estes exemplos e muitos outros que não foram citados aqui, convido o internauta a consultar a Bibliografia que cito no final desta matéria e ali poderá pesquisar mais amplamente o assunto. Principalmente no livro “A face oculta da Mente”.

 

Referências

Veja as Referências (fontes) na segunda parte dos exemplos.

 

Autor: Pe. Emanuel Cordeiro Costa
Parapsicólogo Clinico – SINPASC – 409.
Especialização – Lato Sensu em:
Orientação Parapsicológica Social e Institucional
Pela FAVI – Faculdade Vicentina – Curitiba – PR.
Psicoterapia Holística: Hipnose
Terapeuta Holístico Credenciado – CRT 48326
– Paroquia Cristo Libertador
Ipatinga – MG – 19/01/18

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