Exemplos de Hiperestesia Indireta do Pensamento – HIP

Os exemplos dados neste artigo não se tratam de telepatia. Sim, de HIP. É bom que o internauta leia neste mesmo site o artigo sobre Hiperestesia Indireta do Pensamento – HIP, que ficará mais claro os exemplos.


Primeiro Exemplo
“Muito conhecida tornou-se a menina Ilga K, de trapene (Letônia). Filhas de pais sãos, desenvolveu-se normalmente, mas intelectualmente, permaneceu muito atrasada. Aos oito anos balbuciava como uma criança de dois. Nunca aprendeu a ler, nem a calcular. Não passou do conhecimento isolado das letras e dos algarismos. Pois bem, aos nove anos, apesar de ser incapaz de ler e calcular, quando se concentrava, Ilga lia qualquer parágrafo em qualquer língua, incluindo Latim e Grego antigos; resolvia problemas matemáticos contanto que alguém (principalmente sua mãe) os tivesse em sua presença, lendo mentalmente o mesmo parágrafo ou pensando na solução do problema. Discutia com professores universitários sobre qualquer tema: ‘sabia’, sem compreender nada, tanta matemática quanto os professores de ciências exatas, discutia com os catedráticos de medicina… (captava por HIP, a resposta dos próprios pesquisadores)”. (QUEVEDO, 1971, p. 35).

O parapsicólogo Pe. Oscar Quevedo que cita o exemplo de Ilga, dá a explicação para este caso:

“Investigações sucessivas, rigorosas, continuadas, de especialistas de vários países demonstraram que se tratava de um caso de manifestação de HIP – Hiperestesia Indireta do Pensamento —, pela qual nosso inconsciente capta e, às vezes, pode manifestar (a poucos metros, pois depende dos sentidos) conhecem, incluindo conhecimentos inconscientes. Nosso inconsciente é um sábio prodigioso”. (QUEVEDO, 1971, p. 35).

Da explicação, Quevedo passa a crítica aos “adivinhos”,

“Assim sendo, o famoso argumento que muitas pessoas dão dizendo que tal e qual adivinho ou médium acertou fatos de sua vida, ou nomes, etc.; alegando que foi uma manifestação de espíritos, entidades, ou qualquer outro ser imaginário, não tem nada de sobrenatural, ou intervenção de espíritos ou o que quer que chamem. É uma manifestação do inconsciente (HIP) desta pessoa que captou os pensamentos conscientes ou inconscientes da outra pessoa. Como todo fenômeno parapsicológico, a HIP é involuntária e inconsciente. Ninguém pode controlar o fenômeno. É só distanciar as duas pessoas envolvidas ou coloca-las em duas salas separadas que acaba a HIP… Pois a pessoa que capta não pode mais ver ou ouvir a outra pessoa”. (QUEVEDO, em Medalha Milagrosa).
Uma outra explicação bem parecida é dada no site Consciência e Expressão, baseada também em Quevedo:

“menina ficou durante 11 meses sob a observação de uma especialista em Psicologia e Pedagogia. Os resultados das investigações da comissão foram publicados pelo Dr. Hans Bender do laboratório de Parapsicologia da Universidade de Friburgo. 

A conclusão da comissão foi que: ‘não se trata de telepatia, a não ser de maneira episódica’. Trata-se de Hiperestesia Indireta do Pensamento, especialmente de natureza auditiva: Ilga percebia os ‘cochichos involuntários’ da mãe, para expressar se pelos mesmos termos dos investigadores; ‘cochichos’ que passavam imperceptíveis às testemunhas, por não serem sensitivas.


Por ser hiperestesica preferentemente auditiva, se explica que pudesse captar o que lia ou pensava a mãe, mas quando isolaram a mãe em uma sala de isolamento de transmissão radiofônica, mesmo a menina vendo sua mãe através dos vidros ela não conseguia captar as vibrações. Gritou a menina para mãe – ‘não ouço nada!’” (Consciência e Expressão).


Segundo Exemplo – Ilusionista Marion

“Marion encontrava os objetos escondidos pelos espectadores mesmo quando a testemunha que inconscientemente o dirigia se escondia dentro de uma caixa, só aparecendo os pés. Marion observava nestes casos as mínimas modificações inconscientes na marcha do espectador que se tinha prestado à experiência. (QUEVEDO, OEPNET).


Explicação do Segundo Exemplo.

O Dr. Samuel Soal (um dos melhores experimentadores da moderna Parapsicologia) estudou detidamente as provas realizadas por Marion. Soal chegou à conclusão de que, não obstante as maravilhosas provas, Marion não possuía sentidos mais desenvolvidos que o comum das pessoas (o que confirma mais uma vez que todos somos hiperestésicos no inconsciente), mas que ele tinha aperfeiçoado sua capacidade de observar com o que descobria sinais que pareceriam imperceptíveis, normalmente.  Mas esses sinais que até conscientemente se podem perceber com muito exercício de observação, o inconsciente já os tinha percebido antes.

Quantas adivinhações tidas como telepatias, como comunicações do além, etc. não são mais do que o subir ao consciente esses sinais inconscientemente captados! (QUEVEDO, OEPNET).

 

Terceiro Exemplo

“Repetindo as do Dr. Pickmann, o Dr. Laurent pode executar, à distância de quatro metros mais ou menos, as ordens dadas mentalmente por certas pessoas, ordens muito simples, evidentemente, tais como a escolha de um objeto sobre a mesa”. (QUEVEDO, OEPNET).


Explicação do Terceiro Exemplo

“Este tipo de experiência tornou-se clássico entre os hipnotizadores. O divulgador Paul Clément Jagot, por exemplo, ensina o modo de treinar os sujeitos para chegarem a realizar estas experiências, inclusive da hipnose, em vigília.

Isto não é telepatia, mas o que chamamos HIP = Hiperestesia Indireta do Pensamento. O ‘transmissor’, ao procurar transmitir ao receptor o que deve realizar, não pode evitar que seu pensamento se reflita em sinais inconscientes. Estes, e não diretamente a ordem mental, são os captados.

O próprio Dr. Laurent acrescenta: ‘Bem analisando o fenômeno em mim mesmo, tenho constatado que se tratava de hiperacusia (hiperestesia auditiva) em mim, ou percepção de ordens como que pronunciadas inconscientemente: à direita, à esquerda, sim, não’. 

Esta hiperestesia dos sinais dados inconscientemente pelo ‘transmissor’ exagera-se às vezes, tanto quanto vimos se exagerava em certos hipnotizados”. (QUEVEDO, OEPNET).

 

Sobre os três Exemplos de HIP

Nestes exemplos, mesmo alongando um pouco, a intenção foi ser o mais sucinto possível. Mas no livro de Pe. Oscar Quevedo: “A Face Oculta da Mente” além, desses exemplos temos outros para aqueles que queiram aprofundar um pouco mais o assunto. Aqui como exemplificação do artigo sobre Hisperstesia Indireta do Pensamento, publicado neste mesmo site, julgo dar ao internauta uma compreensão melhor do assunto ainda que sucintamente.

Referencias

QUEVEDO, Oscar G. O que é Parapsicologia. 37ª edição. Editora Loyola,
São Paulo –SP, 1971.
________. Oscar G. A Face Oculta da Mente. 19ª edição. Editora Loyola, São Paulo – SP, 2003.

QUEVEDO, Oscar G. Hiperestesia Indireta do Pensamento (HIP). Boletim de Parapsicologia. Tripod. Medalha Milagrosa.
Disponível em: <http://medalha.tripod.com/parapsicologia/boletim18.htm> Acesso em: 05 de novembro de 2017.

QUEVEDO, Oscar G. Hiperestesia Indireta do Pensamento (HIP). OEPNET. Disponível em: <http://www.oepnet.xpg.com.br/hip.htm > Acesso em: 31 de dezembro de 2017.

Consciência e Expressão, Hiperestesia – HIP. Disponível em:
< http://conscienciaeexpressao.blogspot.com.br/2010/10/hiperestesia-hip.html >. Acesso em 20 de dezembro de 2017.

 

Autor: Pe. Emanuel Cordeiro Costa
Parapsicólogo Clinico – SINPASC – 409.
Especialização – Lato Sensu em:
Orientação Parapsicológica Social e Institucional
Pela FAVI – Faculdade Vicentina – Curitiba – PR.
Psicoterapia Holística: Hipnose
Terapeuta Holístico Credenciado – CRT 48326
– Paroquia Cristo Libertador
Ipatinga – MG – 18/01/18

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *