Exemplos de Pantominésia

 

Para compreender os exemplos aqui apresentados, sugiro ao internauta que leia neste mesmo site o artigo sobre Pantominésia.


Primeiro Exemplo

“O filósofo Delboeuf sonhou que no pátio da casa encontrara duas lagartixas enterradas na neve e rígidas pelo frio. Tomou-as, aqueceu-as nas mãos e colocou-as numa greta do muro. Depois colocou ao lado delas umas ervas que lá cresciam. Ainda em sonho pronunciou o nome da planta: ‘Asplenium ruta muralis’ (sic). O nome se lhe apresentou como algo familiar. Delboeuf não se lembrava de quase nenhum dos nomes técnicos das plantas apreendidas na época de estudante. Como, pois, era possível aquele conhecimento técnico? Após 16 anos encontrou casualmente a explicação: em casa de um amigo encontrou um pequeno álbum de flores secas, no qual estava escrito, por seu próprio punho: ‘Asplenium ruta muraria’. O mesmo Delboeuf o escrevera muito tempo antes, depois de consultar um botânico. Delboeuf já nem se lembrava de que sua irmã presenteara aquele álbum ao amigo. Única variante: ‘muraria’ por ‘muralis’”. (QUEVEDO, 2003, p. 101).


Explicação do Primeiro Exemplo

“Casos semelhantes são bastantes frequentes. Isto nos prova evidentemente, que se guardam em nosso psiquismo antigas lembranças que o consciente já esquecera completamente.” (QUEVEDO, 2003, p. 101). Isto se deu por Pantominésia.


Segundo Exemplo

“O Dr. Maury, por exemplo, uma noite sonhou que era menino e que vivia num povoado de Trilport. Lá imaginou ver um homem fardado que dizia chamar-se … ‘fulano’. Maury gostava de analisar seus sonhos. Embora não tivesse a menor ideia daquele homem nem daquele povoado, onde pensava não ter vivido nunca, havia no sonho uma vaga sensação de ‘já visto’. (‘Déjà vu’, em francês, foi adotado em Parapsicologia como nome técnico deste frequentíssimo fenômeno).  Passado algum tempo encontrou-se com a antiga ama seca. A aia disse-lhe que sendo ele muito criança foram à mencionada localidade, onde o pai devia construir uma ponte, e que havia lá um policial com o mesmo nome que lembrara no sonho”. (QUEVEDO, 2003, p. 102).


Explicação do Segundo Exemplo

“Foi essa uma impressão de ‘já visto’ que, conta todo a verossimilhança, se confirmou”. (QUEVEDO, 2003, p. 102). Quevedo continua dizendo: “Mais ainda, tem-se comprovado também que a lembrança pode-se referir até aquelas sensações que se teve quando criança de colo” (QUEVEDO, 2003, p. 102). Então, pela memória do inconsciente (Pantominésia) explicaram-se muitos casos de “já visto”.

Terceiro Exemplo

“Trata-se de uma jovem de 16 anos. Um dia fora a um grupo escolar e percebera que ‘já o conhecia’, apesar de nunca ter estado nele! As professoras do centro, impressionadas pelo fato, fizeram naquele mesmo momento algumas experiências e, com efeito, a jovem descrevia as salas antes de abrirem-se as portas. Só uma falha: disse que uma sala era o gabinete da diretora e, na realidade, o aposento era de uso da encarregada da limpeza. Os familiares da jovem estavam angustiados, porque alguns espíritas tinham-lhes dito que isso era prova evidente (!) de que a menina tinha estado naquele colégio numa reencarnação (?!) anterior, doutrina que eles, como católicos, não podiam admitir”. (QUEVEDO, 2003, p. 103).


Explicação do Terceiro Exemplo

“As averiguações que realizei comprovaram, em primeiro lugar, que só durante o primeiro ano de funcionamento do grupo escolar aquele quarto que a jovem designava como gabinete da diretora o fora de fato. Atualmente nenhuma das professoras do colégio sabia disto, pois todas eram mais recentes na casa. E foi precisamente naquele ano da inauguração que uma tia da jovem esteve visitando o grupo levando-a no colo, então uma criancinha de um ano de idade. Têm-se feito algumas experiências de ler para um menino, às vezes mesmo de poucos dias, um longo parágrafo de um livro, e passados vários anos, fazer-lhe repetir, em hipnose, o mesmo parágrafo que só uma vez ouviu, e que nem mesmo era capaz de entender. O inconsciente, até de criancinha, é um ótimo ‘gravador’”. (QUEVEDO, 2003, p. 103).

Este terceiro exemplo e os outros dois anteriores são de Pantominésia (a grande memória do inconsciente). Quevedo prossegue na explicação:

“Muitos são os aspectos e casos que se poderiam analisar sobre a lembrança do ‘não-percebido’. Com efeito, como vimos, o inconsciente lembra-se do que só ouviu em tenra idade. É um tipo de ‘não percebido’, já que as criancinhas ‘não prestam atenção’. São frequentes os casos de lembrar-se do que se ouviu completamente distraído; eis outro tipo do que chamamos ‘não-percebido’. Podemos lembrar-nos até daquilo que jamais poderia perceber o consciente, lembrança de sensações hiperestésicas e certamente inconscientes. (QUEVEDO, 2003, p. 104).


Quarto exemplo

“Rignano, p. ex., cita no seu ‘ensayo de sínteses científica’ o seguinte caso: Um jovem, ao chegar a um lugar ‘onde nunca estivera’, conhecia tudo perfeitamente. Impressionado, pesquisou, descobrindo que quando criança de poucos meses fora levado para aquele lugar pela ama”. (QUEVEDO, 2003, p. 103).


Breve explicação do Quarto Exemplo

“O inconsciente arquivara todos os detalhes. Agora, em presença do lugar, a lembrança brotou”. (QUEVEDO, 2003, p. 103).


Conclusão

Todos os quatro exemplos que aqui foram dados, se encontram no livro: “A Face Oculta da Mente”, de Pe. Oscar G. Quevedo. Se encontra também, publicados no site da OEPNET.

Para o internauta que queira aprofundar o assunto, fica o convite de ler os outros exemplos de Pantominésia, no mesmo livro: “A Face Oculta da Mente”.

 

Referencias

QUEVEDO, Oscar G. O que é Parapsicologia. 37ª edição. Editora Loyola,
São Paulo –SP, 1971.
________. Oscar G. A Face Oculta da Mente. 19ª edição. Editora Loyola, São Paulo – SP, 2003.

QUEVEDO, Oscar G. Pantominésia. OEPNET. Disponível em: <http://www.oepnet.xpg.com.br/pantomnesia.htm > Acesso em: 03 de Janeiro de 2018.

 

Autor: Pe. Emanuel Cordeiro Costa
Parapsicólogo Clinico – SINPASC – 409.
Especialização – Lato Sensu em:
Orientação Parapsicológica Social e Institucional
Pela FAVI – Faculdade Vicentina – Curitiba – PR.
Psicoterapia Holística: Hipnose –
Terapeuta Holístico Credenciado – CRT 48326
– Paroquia Cristo Libertador
Ipatinga – MG – 18/01/18

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