Número 2 – Clarividência e Telepatia – Exemplo de uma menina de 10 anos

 

Introdução
Sugiro ao internauta que faça primeiro a leitura do artigo número 1 Clarividência e Telepatia, o que facilitará a compreensão do exemplo dado neste artigo de número 2. No artigo número 1 disse “que dificilmente poderá existir um caso “puro”. Tanto de telepatia quanto de clarividência. Em todos os casos vêm mesclados com elementos de um ou de outro”. Portanto o exemplo dado aqui é um caso que envolve os dois Fenômenos Clarividência e Telepatia que veem mesclado.
Este exemplo, dado abaixo da menina de 10 anos, é um caso comprovado pela Sociedade de Pesquisas Psíquica de Londres. Citado por Pe. Quevedo no livro A Face Oculta da Mente e também citado pelo Benjamim Bossa no seu livro Parapsicologia – O poder da mente e os mistérios da vida.

Exemplo – Menina de 10 anos.
“Uma menina de 10 anos, estudando suas lições de escola, a pouco distância de casa, de repente vê se modificando todo o panorama diante de si e vê nitidamente, num quarto da casa fora de uso, a mãe caída no chão e ao lado um lenço bordado. Ao desaparecer a aparição, a menina sente um forte impulso de correr e chamar o médico”. (BOSSA, 1997, p 113). O médico vai, mais para tranquilizar a menina do que por outra coisa. “Quando ela chega, apressada, junto com o médico, o pai, que estava na porta da casa, perguntou o que estava havendo. ‘É a mamãe”, disse a menina, conduzindo pai e médico para o quarto em desuso. Lá estava a mãe caída e o lenço ao lado. Havia sofrido um ataque cardíaco. O desenlace teria sido fatal se não houvesse atendimento imediato”. (BOSSA, 1997, p 113).

Explicação do exemplo
“Clarividência é o conhecimento psigâmico de coisas objetivas, físicas: no caso, a menina teria ‘visto’, à distância, a própria realidade do quarto, abandonado, mãe desfalecida, o lenço de renda no chão. Em contraposição à clarividência está a telepatia. A telepatia consiste em conhecer não diretamente a realidade física, mas o conteúdo de um ato psíquico, subjetivo: os pensamentos, imaginações, sentimentos ou desejos de uma pessoa. A menina teria conhecido o pensamento (consciente ou inconsciente) que a mãe tinha no seu estado, lugar em que estava etc. Conhecimento diretamente do ato psíquico, e só indiretamente da realidade física objeto deste pensamento”. (QUEVEDO, 2003, p. 310).
“À primeira vista parece tratar-se de um simples exemplo de clarividência: o quarto em desuso, a mãe caída, o lenço bordado ao lado, são todos elementos da clarividência: realidade objetiva. Mas, se considerarmos que a mãe ao sofrer o colapso, emitiu, consciente ou inconscientemente, o desejo de que, pelo menos, algum dos familiares a socorresse, este S.O.S., emitido pela mãe, é captado imediatamente, por via telepática, por todos os familiares. Porém, para que esta informação inconsciente passe, de alguma forma, para o consciente são necessárias certas condições favoráveis: certa sensibilidade, estado psíquico de descontração, etc. No caso a criança, já por natureza mais sensível, possui um estreito vínculo com a mãe; além do mais estava estudando, isto é, concentrada em estado alfa. Tudo isto concorreu para que o inconsciente comunicasse ao consciente a dramática mensagem e grito de socorro através de uma projeção alucinatório visual e o impulso de chamar o médico. No caso houve diretamente telepatia e indiretamente clarividência”. (BOSSA, 1997, p 113).

Conclusão
Este exemplo interessante veio para você internauta trazer clareza dos Fenômenos de Clarividência e Telepatia e que estes nem sempre são puros e acontecem mescladamente apresentando os dois aspectos. Pretendo sequenciar o assunto, este artigo mesmo já vem sequenciado pela sua numeração, o que ajudará o leitor a ter uma compreensão maior da Clarividência e Telepatia.


Referências Bibliográfica
QUEVEDO, Oscar G. A Face Oculta da Mente. 19ª edição. Edições Loyola, São Paulo – SP, 2003.
BOSSA, Benjamim. Parapsicologia – O poder da mente e os mistérios da vida. 3ª edição. Edições Loyola, São Paulo – SP, 1997.

Autor: Pe. Emanuel Cordeiro Costa
Parapsicólogo Clínico – SINPASC – 409.
Especialização – Lato Sensu em:
Orientação Parapsicológica Social e Institucional
Pela FAVI – Faculdade Vicentina – Curitiba – PR.
– Psicoterapia Holística: Hipnose –
Terapeuta Holístico Credenciado – CRT 48326
– Paroquia Cristo Libertador
Ipatinga – MG – 03/05/18

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