Número 6 – Sugestão Telepática – ST – Noivo envia Sugestão Telepática a noiva


Introdução
Neste artigo continuo a Temática do anterior de número 5, sobre Sugestão Telepática. Se você internauta não leu o artigo número 5 sobre Sugestão Telepática, sugiro que leia para compreender melhor este exemplo. Sabemos que na sugestão telepática ao sugerir de maneira paranormal a uma pessoa ideias, sentimentos, etc., quem é a fonte da sugestão deseja ao dar a sugestão comunicar-se consciente ou inconscientemente com o destinatário. O destinatário capta em nível inconsciente a mensagem e devido as circunstâncias favoráveis… passa para ao consciente. No artigo anterior citei um exemplo e foi dado a explicação do mesmo como Sugestão Telepática. Neste artigo faço a mesma coisa.

Exemplo de Sugestão Telepática
Este exemplo (Noivo envia Sugestão Telepática a noiva) dado pelo parapsicológico Padre Oscar Quevedo e é compartilhado por Benjamim Bossa, que cito sua análise neste artigo. As explicações aqui, um pouco alongada, é de Benjamim Bossa. Ao explicar o exemplo que não houve aparição do noivo para a noiva, mas sim da parte dela, uma visão subjetiva… Teve uma alucinação. Para ficar claro que a visão da noiva foi alucinatória, dá uma grande explicação do que seja alucinação.

Noivo envia Sugestão Telepática a noiva
“Uma jovem, em Campinas (São Paulo), acorda de súbito e verifica no relógio de cabeceira serem 6,35 da manhã.

Ao sentar-se na cama vê no espelho do guarda-roupa refletida a imagem de seu noivo, que deveria estar então a 300 quilômetros.

Verificou-se que o moço sofrera um acidente de caminhão, sendo quase atropelado. Seu relógio quebrara-se no momento do acidente; marcava exatamente 6,35 da manhã”. (QUEVEDO, 2003, p. 264).

Explicação do Exemplo
“O que foi que aconteceu? O moço estava se dirigindo ao trabalho, quando sofreu um acidente, sendo quase atropelado. Em consequência disto, caiu no chão quebrando o relógio, que parou às 6,35m. Recuperando-se do susto, seguiu para o trabalho.

Então como se explica isso? É só colocar-se por um instante no lugar do noivo. Quais seriam seus pensamentos conscientes e inconscientes nos instantes dramáticos do incidente? Sem dúvida, seriam relances mentais, altamente emotivos, dirigidos às pessoas queridas, a mãe, a noiva, etc….

Acontece que a noiva, com quem mantém um estreito vínculo afetivo, está dormindo; e portanto, numa situação altamente favorável à captação e manifestação inconsciente. A mensagem é dramática. O inconsciente acorda bruscamente a moça, levando-a a observar a hora e projetando a imagem do noivo no espelho, como para dizer dizer-lhe de algo insólito estava se passando com ele. A vontade, o desejo dele (telebulia) de comunicar-se com a pessoa querida realizou-se plenamente. Se a noiva já estivesse acordada e ocupada com alguma tarefa, provavelmente a mensagem teria ficado só em nível inconsciente.

Então, o que foi que aconteceu, realmente? – Primeiro, não foi o noivo que apareceu. Ele só soube da visão quando ela lhe contou. Segundo, aquela visão, embora parecesse localizada, era algo puramente subjetivo, isto é, uma projeção psíquica alucinatória, uma alucinação por parte da noiva”. (BOSSA, 1997, p. 123).

Alucinação
“O que é a alucinação? Alucinação é a percepção de um objeto não real. Nela tudo ocorre como se fosse real, porém, o objeto da percepção não está presente; os sentidos estão alucinando. Exemplificando: feche os olhos por uns instantes. Imagine ver um cavalo. Abra os olhos. Onde você viu o cavalo? Qual a sua cor? As respostas são as mais variadas. Há quem veja o cavalo parado; outros, andando pela estrada; outros, correndo no pasto; uns veem o cavalo branco, outros, marrom, etc….

Na verdade, ninguém viu nada. Estavam com os olhos fechados, e provavelmente, num lugar onde não havia cavalo. O que houve foi uma imagem projetada da mente. O mesmo acontece para a pessoa que sonha. Está de olhos fechados, dormindo, num quarto escuro…. E tem a impressão de estar vendo o panorama, os objetos, as pessoas, as cores, o de falar e ouvir a voz das pessoas, etc….. Na verdade, é uma espécie de cinema que acontece na tela da mente.

Podemos dizer que a alucinação é a mesma coisa, com a diferença de que ela acontece estando a pessoa de olhos abertos, e, portanto, tendo a impressão de ver a percepção localizado no espelho ou em qualquer outra parte. Na verdade, é uma projeção que acontece apenas na mente da pessoa alucinada. Nada de externo. Outras pessoas que estivessem ao lado da pessoa alucinada, não perceberiam nada. A alucinação é subjetiva. É o contrário da fantasmogênese, por exemplo, que é algo objetivo e observável por todos. Os cinco sentidos são passiveis de sofrer alucinação. Há alucinações visuais, auditivas, tácteis, olfativas e gustativas”. Vejamos o que diz Yung este respeito: ‘A visão ou aparição… brota do inconsciente, juntamente com as percepções conscientes, e nada mais é do que uma irrupção momentânea de um conteúdo inconsciente na continuidade da consciência. O mesmo fenômeno se verifica nos distúrbios mentais’.

As superfícies, como espelhos, vidros, bacias, água, bola de cristal, são apenas recursos auxiliares que facilitam a projeção psíquica alucinatória. E nada mais.

Quem pode sofrer alucinações? Todos experimentamos alucinações uma ou outra vez; alucinações instantâneas, fugazes. Até aqui tudo normal.

Quando, porém, a alucinação tende a tornar-se frequente, persistente, é patológica, e a pessoa necessita de cuidados especializados. Chega a uma situação muito dolorosa a pessoa que se torna vítima de suas alucinações. É o chamado delírio no qual o doente ouve e vê por toda a parte pessoa rindo dele e tramando contra ele. Sente-se constantemente perseguido.

As pessoas com tendência à alucinação devem cultivar a paz, a serenidade, a disciplina mental, não se abandonar a devaneios e, sobretudo, evitar experiências extravagantes, evitar movimentos ou grupos fanatizastes. Estes nunca fazem bem; o fanatismo embota a mente e aliena as pessoas.

Isto posto, está claro o que aconteceu com a noiva: Não foi o noivo que apareceu. Foi uma projeção psíquica alucinatória que ocorreu na mente da moça”. (BOSSA, 1997, p. 123-125).

As “Escolas de Parapsicologia”.
Ao falar sobre a abordagem diferentes das “escolas de parapsicologia” sobre esse assunto, para facilitar a compreensão do internauta sugiro que leia um outro artigo publicado neste mesmo site que é “Correntes (Escolas) de Parapsicologia” no Brasil.

Minha Formação de Parapsicólogo, tanto clínico como de pós-graduação, é do Sistema Grisa. E nestes artigos tenho apresentado a temática, e mais especificamente sobre Sugestão Telepática, na visão da Escola de Parapsicologia de Pe. Oscar Quevedo.

Dr. Pedro Antônio Grisa, criador do Sistema Grisa, tem uma outra abordagem um pouco diferente sobre telepatia. Portanto, diferente da escola de Quevedo. Muitas coisas que para Grisa é telepatia, para Quevedo é Hiperestesia. Normalmente Grisa, ao falar de telepatia e clarividência, e quanto a esta, Grisa trabalha mais o termo Claripercipiência do que clarividência. Grisa não apresenta como no exemplo citado neste artigo, nada ligado a alucinação e nem trabalha normalmente com este termo, sendo uma visão vinda do subconsciente consequente da Paranormalidade. Nem aborda questões alucinatórias patológicas. Talvez por isso, incentiva treinar a Paranormalidade. Já Benjamim Bossa da “escola de parapsicologia” de Quevedo, vê que a frequência da pratica destas visões leva a patologia, desaconselhando o treinamento.

Valter da Rosa Borges, parapsicólogo, dentro da visão de “escolas de parapsicologia” no Brasil, que abordo no artigo sobre as “Correntes (escolas) de parapsicologia” no Brasil, podemos dizer que Ele é da “escola espirita de parapsicologia”. Lembro que no artigo sobre “correntes de parapsicologia” no Brasil, disse que estes termos “escolas de parapsicologia”, e neste caso espirita, são rótulos. Rótulos que se dá na Classificação do próprio Grisa. As pessoas assim rotuladas muitas nem sabem dos rótulos e muitas não os aceitam. Mas deixando esta breve explicação vamos ao parapsicólogo, Valter.

No seu livro Manual de Parapsicologia, Valter no capítulo que trata da Telepatia, no subitem que fala das formas, ele admite a questão alucinatória. Porém, fala primeiro da Telepatia sobre a forma de pressentimento e depois da forma alucinatória. E esclarece: “Em certas circunstancias, porém, a manifestação telepática se reveste de expressão alucinatória, seja visual, auditiva, olfativa ou tátil, podendo cada uma delas, ocorrer isoladamente ou em conjunto com as demais”. (BORGES, 1992, p. 77).

Valter em alguns pontos ao abordar a Telepatia vai de encontro a escola de Pe. Quevedo e em outros pontos não:

“A alucinação telepática visual – de todas as formas alucinatórias a mais frequente – consiste na percepção da imagem de uma pessoa viva e ausente (naquele momento em estado de forte emoção ou moribunda), ou de uma pessoa morta. Em alguns casos, a aparição parece falar, mas o percipiente quase nunca consegue aprender com clareza, o que foi comunicado, em virtude, possivelmente, de sua perturbação emocional”. (BORGES, 1992, p. 77).

Conclusão
Normalmente tenho procurado ser breve e sucinto ao abordar todas as temáticas da parapsicologia nos artigos que tenho publicado. Neste, dado a complexidade do mesmo, ampliei o assunto, tecendo maiores comentários. Mesmo assim creio que o internauta tendo feito uma leitura atenta, além de compreendido deve ter gostado desse tema que de alguma forma faz parte do nosso cotidiano e não se trata de uma coisa distante do nosso dia a dia.

Referências Bibliográfica
QUEVEDO, Oscar G. A Face Oculta da Mente. 19ª edição. Edições Loyola, São Paulo – SP, 2003.
BOSSA, Benjamim. Parapsicologia – O poder da mente e os mistérios da vida. 3ª edição. Edições Loyola, São Paulo – SP, 1997.
BORGES, Valter da Rosa. Manual de Parapsicologia. Cia. Editora de Pernambuco. 1992 data desta edição.

 

Autor: Pe. Emanuel Cordeiro Costa
Parapsicólogo Clínico – SINPASC – 409.
Especialização – Lato Sensu em:
Orientação Parapsicológica Social e Institucional
Pela FAVI – Faculdade Vicentina – Curitiba – PR.
– Psicoterapia Holística: Hipnose –
Terapeuta Holístico Credenciado – CRT 48326
– Paroquia Cristo Libertador
Ipatinga – MG – 29/05/18

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