SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS E SANTAS (04/11/18)


FELIZES OS QUE BUSCAM A SANTIDADE

Neste domingo de Todos os Santos e Santas, o evangelho nos apresenta as bem-aventuranças. O Evangelho de Mateus inicia o primeiro discurso de Jesus com a proclamação das pessoas consideradas felizes na ótica do reino de deus. O caminho da felicidade que o Mestre nos aponta é bem diferente daquele que o mundo percorre e propõe.

As bem-aventuranças não são um anúncio de acomodação; ao contrário, convocam para o não conformismo e para a busca dos valores do Reino. A presença de tantos pobres, aflitos e perseguido é sinal de que a plenitude do reinado de Jesus está longe de se concretizar.

A vivência das bem-aventuranças é o melhor caminho para alcança a santidade. Caminho trilhado por todos os santos e santas que comemoramos neste domingo. O Papa Francisco nos presenteou neste ano cum uma exortação sobre a santidade: Alegrai-vos e Exultai. O Papa aí fala da santidade “ao pé da porta”. A qual, longe de ser “fuga do mundo”, é a vivencia dos valores do reino de Deus por parte daqueles que caminham ao nosso lado, sendo reflexo da presença divina ao desempenharem suas tarefas cotidianas.

Relacionando-a às bem-aventuranças, o pontífice, em sua exortação, diz que a santidade é isto: “ser pobre no coração”; “reagir com humilde mansidão”; “saber chorar com os outros”; “buscar a justiça com fome e sede”; “olhar e agir com misericórdia”; manter o coração limpo de tudo o que mancha o amor”; “semear a paz ao nosso redor”; “abraçar diariamente o caminho do evangelho, mesmo que nos acarrete problemas”.

Como podemos perceber nas palavras do papa, santas e felizes são as pessoas que, sem se deter só no próprio bem-estar, se preocupam também com o bem e a felicidade dos outros. Santidade e felicidade são duas realidades que andam bastante juntas. Jesus é mestre e modelo de santidade: sempre buscou a felicidade para todos e nos convida ainda hoje a criar um mundo plenamente feliz.

Pe. Nilo Luza, ssp

 

Fonte: Liturgia Diária – novembro 2018 – Paulus –  p. 35

 

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