Quando rezo…

Quando rezo, sou terra. A mesma que se aquece com o sol e se sente sozinha à noite, sob as estrelas. A mesma que espera a chuva e a que chega a desaparecer, porque alimenta uma floresta de árvores e flores com todas as cores do mundo.
Porque se deixa ser mexida e revolvida, porque se deixa rasgar em caminhos por onde passem sonhos e pessoas que ficam ali para morar, e outras que passam, sem ficarem indiferentes. Porque ela própria se faz sonho, porque amar e ser amado é o seu modo de ser.

Pe António Valério

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