28 de abril: 2º Domingo da Páscoa – Jo 20,19-31

A ALEGRIA DA RESSURREIÇÃO

Os episódios em que Jesus aparece após a ressurreição são sempre narrativas de missão. Vivo na comunidade, Jesus é o centro e envia os discípulos em missão, enchendo-os de alegria. Ao aparecer, deseja a paz. Paz que é a plenitude da vida e dos bens que permitem às pessoas viver na dignidade de filhas de Deus. E, ao desejar a paz, envia o Espírito Santo, soprando sobre os discípulos e repetindo assim o gesto de Deus ao criar o ser humano, em Gênesis.

O envio do Espírito renova a criação, pois dá a cada um de nós a vida renovada segundo a ressurreição de Jesus. É o Espírito Santo, enviado por Jesus, que nos permite recordar hoje o que ele fez e disse e nos impulsiona, na fé, a continuar sua missão.

Com essa força divina, os discípulos terão coragem de abrir-se para o mundo e continuar a missão do Mestre. Missão que nada mais é que a construção da paz na comunidade e na sociedade e que se dá pela busca do perdão, o qual recria as relações.

A bem-aventurança da ressurreição é a bem-aventurança da fé. Pois não se trata de ver e tocar Jesus para continuar a sua missão. Trata-se de acreditar em suas palavras e ações, por meio do testemunho de tantos que, antes de nós, entregaram a própria vida pela mesma missão do Mestre. Felizes somos nós, portanto, se acreditamos sem ver ou tocar. Felizes somos nós se damos espaço ao Espírito do Ressuscitado, se somos construtores da paz, se buscamos o perdão. Felizes de nós se vencemos o medo e nos abrimos ao mundo, fazendo de nossas comunidades, famílias e experiências pessoais um sinal da ressurreição daquele que venceu a morte e continua conosco. Felizes de nós se, ao nos reunirmos aos domingos, conseguimos sentir e transmitir a alegria do Ressuscitado.

Com a alegria e a coragem de quem tem fé, abramos as portas e janelas de nossa vida e de nossas comunidades para que o Espírito, sopro divino, continue passando com a força da Ressurreição.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp

Fonte: Folheto Litúrgico “O Domingo”, Ano LXXXVII, nº 22 – 2º domingo da Páscoa. 2019. Pagina 4, Paulus.

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