CANTAR A LITURGIA – 35. CANTO E MUSICA: EXPRESSÃO ELOQUENTE DO DIÁLOGO DA “ESPOSA” COM O DIVINO ESPOSO.

O canto harmonioso da assembleia é sinal sacramental da Igreja, corpo de Cristo. Por isso esse gesto litúrgico jamais poderá ser reduzido ao aspecto meramente formal, decorativo ou acessório. Trata-se de dialogo amoroso de dois parceiros: Cristo e a Igreja. Servindo-se da própria Palavra de Deus (salmos, cânticos bíblicos…), a “Esposa”, inflamada pela chama amorosa do Espírito Santo, põe-se a dialogar com seu diletíssimo “Esposo” (SC 84), fazendo chegar o mais perfeito louvou aos ouvidos daquele que é a “força e a razão de nosso cantar (Ex 15,2) e que “habita em luz inacessível” (1Tm 6,16).

Dada sua importância na liturgia, o incremento do canto da assembleia deve ser tido como prioridade no conjunto da pastoral litúrgica de cada igreja. Por isso, é inadmissível escolher cantos para a celebração limitando-se a critérios aleatórios e subjetivos, servindo-se de repertórios de caráter devocional ou ligados a grupos e movimentos eclesiais. Esses repertórios, na sua maioria, não preenchem os pré-requisitos bíblico-litúrgicos e comprometem a qualidade do canto da “Esposa” de Cristo.

Isso depende, tão somente, das pessoas responsáveis pela escolha do repertório a ser executado nas celebrações litúrgicas. O que está em jogo é o alimento da fé do povo de Deus. Seguindo na esteira do apóstolo Paulo, tal alimento deve, necessariamente, impulsionar-nos a permanecer unidos na mesma fé e no conhecimento do Filho de Deus, pois a meta é atingirmos a maturidade da fé em Cristo. Então, já não seremos como crianças, jogados pelas ondas e levados para cá e para lá por qualquer vento de doutrina (cf. Ef 4,13-14).

 

Fr. Joaquim Fonseca, ofm
Fonte: Folheto Litúrgico “O Domingo”, Ano LXXXVII, nº 23 – 3º domingo da Páscoa. 2019. Pagina 4, Paulus.

Um comentário em “CANTAR A LITURGIA – 35. CANTO E MUSICA: EXPRESSÃO ELOQUENTE DO DIÁLOGO DA “ESPOSA” COM O DIVINO ESPOSO.

  • 1 de maio de 2019 em 11:33
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    Além da escolha dos cantos, como diz o texto, penso que o salmo deve ser cantado em tom de oração e não em tom de espetáculo em que o salmista quer aparecer mais do que a Palavra que ele proclama.

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