O Mandamento Novo – 19 de maio: 5º Domingo da Páscoa (Jo 13,31-33ª.34-35).

Jesus janta com os discípulos que o acompanharam no ministério. Ele está para entregar-se livremente na cruz, levando às últimas consequências seu amor pela humanidade. Judas sai do cenáculo: ele vai trair o amor do Mestre, pois afinal seu amor maior era ao dinheiro.

A morte de Jesus na cruz é a sua glorificação e a glorificação do próprio Deus. Ou seja, no amor de Jesus, que entrega a própria vida, Deus se revela em todo o seu esplendor.

E então Jesus deixa aos discípulos um mandamento novo, o mandamento do amor. Não se trata de um opcional. Amar, para os seguidores de Jesus, é um mandamento, a ponto de a vivência do amor definir quem é e quem não é seguidor de Jesus.

Mas não se trata de amar de qualquer jeito, de amar pela metade, de amar apenas alguns, de amar esperando recompensa. O mandamento de Jesus é para nos desarmarmos e nos amarmos uns aos outros como ele nos amou. Amar de tal modo, que o mundo reconheça que somos discípulos de um Mestre que amou em palavras e gestos, que se aproximou de quem estava à margem, que buscou quem estava perdido, que perdoou a quem sofria o preconceito, que sofreu com os sofredores, que mostrou a face radiante de um Deus cujo poder está no amor sem limites.

Amar como Jesus amou é o mandamento sempre novo para nós, que queremos ser seus seguidores. Seremos sempre discípulos, aprendizes do amor infinito do Mestre. Ressuscitado, ele continua conosco, com a força do Espírito, inspirando-nos ações e palavras, para nos amarmos sempre mais, para amarmos a todos, sem exclusão e preconceitos. Para que o mundo veja no amor dos seguidores, afinal, a glória, o esplendor de um Deus que por primeiro nos amou e se doou.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp

Fonte: Folheto Litúrgico “O Domingo”, Ano LXXXVII, nº 25 – 4º domingo da Páscoa. 2019. Pagina 4, Paulus,

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