FORMANDO COMUNHÃO COM O PAI E O FILHO – 6º Domingo da Páscoa: 26 de maio – Ev.: Jo 14,23-29

Os capítulos 13 a 20 do Evangelho de João constituem o assim chamado “livro da glória”. Dentro desse bloco, os capítulos 13 a 17 apresentam as palavras de esperança e conforto de Jesus aos discípulos antes de se despedir deles. O texto de hoje faz parte desse “discurso de despedida”. Podemos destacar três conceitos, muito caros ao Evangelho de João, presentes no texto: amor, Espírito e paz.

Jesus afirma: “Se alguém me ama, meu Pai o amará e faremos nele nossa morada”. O amor nos une a Jesus e ao Pai. Ambos estabelecem morada em quem ama e guarda as palavras do Mestre. Onde está o Filho se encontra também o Pai e todos aqueles que o amam, formando a grande comunhão de vidas. Como membros dessa comunhão, somos chamados a realizar as mesmas obras de Jesus. Deus veio estabelecer morada no meio da humanidade na pessoa de Jesus e quer continuar a morar em todos os que seguem a proposta do Filho.

A segunda ênfase do evangelho é na promessa do Espírito, o defensor. Aqui ele tem duas funções principais: ensinar e recordar. Embora a revelação de Jesus seja completa, a função do Espírito consiste em nos ajudar a interpretá-la autenticamente e em atualizá-la. O evangelho é permanentemente boa-nova. A outra função do Espírito é recordar. É essencial que o Espírito de Deus nos recorde continuamente aquilo que o Mestre ensinou e viveu. O projeto de Jesus não pode cair no esquecimento; a função do Espírito é justamente manter viva a memória desse projeto.

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou”, declara Jesus. A paz que ele promete é plenitude de vida. Não é como a pax do império romano, uma “paz de cemitério”. A “paz do mundo” é a paz baseada na opressão e na injustiça. A paz prometida pelo Mestre floresce onde se estabelecem relações novas entre as pessoas, onde se vive o serviço e a solidariedade, onde não há miséria nem exploração. Numa palavra: onde reina o amor.

Pe. Nilo Luza, ssp

 

Fonte: Folheto Litúrgico “O Domingo”, Ano LXXXVII, nº 26 – 6º domingo da Páscoa – 2019. Pagina 4, Paulus

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