SOLENIDADE DE PENTECOSTES

At 2,1-11; SI 103; 1Cor 12,3b-7.12-13 ou Rm 8,8-17; Jo 20,19-23

Os discípulos estavam reunidos em oração, com as portas trancadas, com medo, pois certamente ainda não tinham compreendido tudo o que se sucedera a Jesus nem segurança com relação ao futuro. Foram surpreendidos pela presença afável e amorosa de Jesus, que lhes disse: “A paz esteja convosco”. E completou: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. E, soprando sobre eles – ruah = sopro divino da vida, disse: “Recebeis o Espirito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos”. Em nossas palavras diríamos: Eu vos dou o Sopro da Vida, sopro que vos transforma, para que continueis minha missão, libertando as pessoas da escravidão e do pecado, a todos oferecendo a vida!

A partir desse momento, os Apóstolos tornaram vivo o Evangelho de Jesus, anunciaram-no com fervor até testemunhá-lo com a própria vida. Eles não agiram simplesmente como mensageiros, pois agiam em nome do próprio Cristo; eram homens apostólicos, agentes de salvação e transformação. Quanta grandeza e simplicidade no gesto de Jesus, soprando sobre os Apóstolos e os enviando em missão.

Jesus continua enviando o Espirito Santo sobre aqueles que o amam, vivem sua Palavra e procuram servi-lo com generosidade e simplicidade; Ele continua agindo no coração que se abre a sua verdade.

O Espírito Santo paira sobre a Igreja, está presente, mesmo em meio a nossas fraquezas e limitações. As iniciativas que edificam o Reino são inspirações do Espírito Santo. Assim como os escritores sagrados foram inspirados por Deus para escreverem a História da Salvação, do mesmo modo o Espirito Divino continua a inspirar homens e mulheres para a edificação do Reino.

Ainda precisamos estar conscientes de que o Espírito Santo não é exclusividade deste ou daquele, de um povo ou de uma nação. Ele é força de misericórdia, de perdão, de unidade, de comunhão, de fraternidade, muito além de raça, povo, nação ou condição social. Ele nos faz conhecer o Evangelho como Palavra de vida. E essa verdade atravessa os séculos afora.

Que bom seria se nós, como cristãos, tivéssemos plena consciência de que somos continuadores da mesma missão de Jesus, pelo batismo que recebemos. Que bom seria se tivéssemos sempre em conta a herança da fé que recebemos dos Apóstolos. Hoje essa missão está confiada a nós, discípulos e enviados. O sim a essa verdade depende de nós!

 

Fonte: Deus Conosco – Reflexões e Sugestões Litúrgicas – 2019. P. 59-60. Editora Santuário

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