SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE

Pr 8,22-31; SI 8; Rm 5,1-5; Jo 16,12-15 – 16 de junho

Celebrar a solenidade da Santíssima Trindade é banhar-se inteiramente no amor-comunhão e viver a comunicação perfeita do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Três pessoas distintas, mas um só Deus, um único amor, uma única comunhão.

O livro dos Provérbios nos fala da Sabedoria de Deus, do desígnio divino que nos elevou até Ele. Ela nos dá o sentido último da Criação até a Redenção. O amor é a porta do mistério que é para ser vivido e compreendido com a fé e explicado pela inteligência do amor.

Somos inseridos na intimidade divina, lembra-nos o Apóstolo Paulo, para viver na unidade do amor, não como futuro, mas já, agora: “O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5,5). O amor que quer morar em nós é o amor do Pai por seu Filho.

Os simples e os sábios de coração sabem compreender e falar do mistério de Deus. Mistério não porque esteja escondido de nós. Não! Mistério, porque não somos capazes de chegar a sua total profundidade. Certa vez, Jesus lembrou-nos isto: “dando graças ao Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultou estas coisas aos sábios e entendidos e as revelou aos pequeninos” (Mt 11,25). Muitos pensadores e grandes santos da Igreja souberam unir seu amor apaixonado pela Santíssima Trindade à inteligência, para explicar a profundidade do amor e da fé. Mesmo com toda a profundidade, ainda não é possível chegar a seu todo, pois é amor inefável, ou seja, que não é possível dizer com palavras, e eterno.

Jesus, despedindo-se dos Apóstolos, fala do Amor que enviará de junto do Pai, o Espírito Santo, e mostra-lhes a força da unidade que existe entre o Pai e o Filho, unidade que deverá reinar entre eles: “Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse que o que ele receberá e vos anunciará é meu”. O Espírito Santo é o que gera a vida e a unidade.

 Entre os cristãos e todas as pessoas, deve reinar o amor mútuo. O mesmo amor que circula na Santíssima Trindade deve circular em nossa vida, na Comunidade e na igreja inteira. A Trindade Santa nos chama para viver o mesmo amor do Pai para com o Filho. Viver em Deus como o Filho, que escuta tudo o que o Pai lhe diz. Certamente, sendo obedientes ao Senhor, seremos criaturas novas, pois obedecer é acolher seu amor, que faz novas todas as coisas. Ao fazermos o sinal da cruz sobre nós, lembremos o amor uno e trino, que nos renova e a tudo vivifica.

 

Fonte: Reflexões e Sugestões Litúrgicas – Deus Conosco – p. 61-62 – 2019 – Editora Santuário

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