SOLENIDADE DO SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO – 20 de junho

Gn 14,18-20; SI 109,1.2.3.4; 1Cor 11,23-26; Lc 9, 11b-17

A alegria da festa está presente em todos os povos da terra, celebrada por muitos e variados motivos. A alegria é a dama de toda e qualquer festa.

Nesse sentido, a igreja celebra publicamente a solenidade do Sangue de Cristo. Ele é o Senhor e a dádiva da eternidade, presente em nossa humanidade. Nas espécies do pão e do vinho, Cristo está realmente presente e a nós se oferece como vida e salvação, como a oferta de redenção no alto da cruz.

A Eucaristia é a presença viva e real de Cristo, é o amor que cura, anima, salva, une e nos alimenta, sustenta nosso caminhar para vida eterna. É dádiva que podemos receber todos os dias, e só o extremo de nossa condição poderá nos deixar longe dela. Outrossim, quem pode e dela se afasta, é porque não percebeu a riqueza que está ao alcance de suas mãos, ou mesmo por frieza e indiferentismo.

A comunhão do Corpo e Sangue de Cristo tem pertinência na vida de cada cristão, no compromisso com a justiça, o bem e caridade. A Eucaristia nos compromete com a vida, principalmente quando ela se encontra fragilizada, ameaçada.

Cristo instituiu a Eucaristia naquela Quinta-feira, reunido com os Apóstolos, antes de sua prisão e paixão. Ali, Jesus tomou o pão e disse “Isto é meu Corpo. Tomai e comei todos vós”. Tomou o cálice com vinho dizendo: “Este é o cálice do meu Sangue. Sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por todos, para o perdão dos pecados”. Quanto amor no coração do Cristo! Sabia de sua paixão, condenação e morte, e não fugiu, não reclamou, e ainda falou aos Apóstolos de sua entrega de amor. Será que eles entenderam tudo o que Jesus realizava? Certamente um pouco sim, mas compreenderam plenamente depois.

O Evangelho nos traz o milagre da multiplicação dos pães, que Jesus fez diante da multidão faminta. Não é preciso muita coisa para matar a fome de muitos, bastam alguns peixes, o pão, o coração, a generosidade, a misericórdia e compaixão. Por isso diz Jesus, não só aos Apóstolos, mas principalmente a nós: “Dai-lhes vós mesmos de comer!” A Eucaristia não admite a ganância, o acúmulo de bens, a ambição do lucro. Ela só admite a partilha, o amor, a compaixão.

Celebrar a solenidade de Corpus Christi é recordar o compromisso de vida e de comunhão que temos uns com os outros, fundamentalmente os mais necessitados, e abrir-se à unidade e à missionariedade. O jeito de Cristo é o jeito do cristão hoje, aqui e agora.

 

Fonte: Reflexões e Sugestões Litúrgicas – Deus Conosco – p. 63-64 – 2019 – Editora Santuário

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