12° DOMINGO DO TEMPO COMUM

Zc 12,10-11;13,1; SI 62; Gl 3,26-29; Lc 9,18-24 – 23 de junho

O Evangelho nos fala que Jesus retira-se para rezar. Muitas vezes, o Cristo reserva momentos de oração, falando com o Pai na intimidade. Jesus é o Filho de Deus, que salva e cumpre fielmente a missão que recebeu do Pai.

À pergunta de Jesus os discípulos respondem que o povo não o vê de modo muito claro, pois dizem coisas diferentes, compreendem-no de modo diverso. Testando também os discípulos, pergunta-lhes: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro, em nome de todos responde: “O Cristo de Deus”.

Jesus quer explicar aos discípulos que é no sacrifício da cruz que se revelará seu mistério de redenção. Prepara-os para que pouco a pouco compreendam que Ele é o Messias, o Salvador, o Redentor. E isso se realizará na oferta total de sua vida. Depois que Jesus revela sobre seu futuro, sua morte na cruz, diz sobre qual caminho os discípulos deveriam caminhar como nós também: “se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz, cada dia, e siga-me. Pois quem quiser salvar sua vida vai perdê-la; e quem perder sua vida por causa de mim, esse a salvará” (Lc 9,23-24).

Também nós, se nos dispusermos inteiramente no caminho de Cristo, convertendo-nos, veremos que Ele vai se revelando a nós em seu amor misericordioso. A cada passo que damos, vemos que é necessário caminhar ainda mais. Perceber o quanto se tem para caminhar na fé é sinal da graça de Deus atuando em nós. Se ainda não somos tudo o que deveríamos ser, caminhando chegaremos a esse momento.

Falar em “perder”, no ambiente de mundo em que vivemos, é ser profeta, pois o jogo do mundo é ganhar, ganhar, ganhar. E ganhar significa ter dinheiro, poder, posse. No “jogo” do Reino, também vale o ganhar, não conforme a ideologia do mundo, mas de acordo com os valores insubstituíveis do Reino. Por esse motivo, em Jesus quem ganha perde, e quem perde ganha: perder a vida para ganhar a vida.

O ensinamento de Jesus aos discípulos nos alcança também, pois a dinâmica do Reino continua a mesma. Pertencer ao Reino é fazer o grande êxodo da vida: beber da verdade de Cristo e não da ideologia consumista e egoísta, que nos afasta dele.

O Senhor nos chama para nos revestir de seu projeto, em que encontramos a verdadeira vida e a liberdade autêntica. Colocar em nossa vida o projeto de Cristo é abraçar a cruz para que nossa vida seja também doação, entrega e fidelidade. Tomar a cruz significa perder a vida como uma resposta de amor ao Senhor e aos irmãos.

 

Fonte: Reflexões e Sugestões Litúrgicas – Deus Conosco – p. 65-66 – 2019 – Editora Santuário

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