16º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Gn 18,1-10: Sl14: Cl 1,24-28: Lc 10,38-42 – 21 de julho

A lógica do amor acolhedor rompe barreiras e aproxima pessoas. Acolher é próprio de quem ama, a exemplo de Marta e Maria que acolheram Jesus em casa.

Jesus está subindo para Jerusalém, e a hospitalidade de Marta nos traz o grande sentido teológico de que Deus visita seu povo. Quando Maria se senta aos pés de Jesus para escutá-lo, também está nos mostrando como o Senhor vai se revelando a nós.

Vivemos dias agitados, cheios de correria e andamos muito apressados em tudo. Mas é preciso dar espaço à contemplação, para poder ver a presença do Deus, que deseja morar em nossa vida. Assim saboreamos a docilidade do amor divino, que nos alcança e nos envolve. Perceber e sentir a presença de Deus em nossa vida só nos é possível por meio da contemplação.

Hospedar Deus na vida deve ser uma ordem para nós mesmos. Deus se faz peregrino conosco, como Jesus se faz peregrino em Jerusalém e é acolhido na casa de Marta e Maria, que reconhecem que Jesus é algo mais, é o filho de Deus, é o senhor da vida. Do mesmo modo, Abrão vai acolher aqueles peregrinos e dar-lhes a devida hospedagem, pois acolhe-los é acolher o próprio Deus, conforme a mística hebraica. Esses peregrinos acolhidos por Abraão vão lhe revelar algo surpreendente: o nascimento de Isaac. Marta, Maria e Abraão acolhem o Deus, que visita seu povo.

Diante dessa realidade que nos apresenta a Palavra neste domingo, sentimos a necessidade de contemplar a presença divina no burburinho de nossos dias. Ele continua presente e visita a nós, seu povo. Mas, como perceber sua presença? Deus se faz presente nos espaços de nossa vida. Porém, é preciso prestar atenção para ver, sentir e acolher sua presença. Sem a contemplação não perceberemos sua visita, sua presença junto de nós.

Encontramos pessoas que são externamente atarefadas, ativas e no entanto, são de paz, pois estão sempre unidas ao Senhor da vida. Isso significa que, mesmo com atenção e tantas coisas do dia a dia, há atenção para as coisas de Deus. É assim que crescemos e percebemos a presença de Deus em nossos afazeres, nos fatos e acontecimentos. Um coração que é contemplativo sabe assumir a vida sem se perder nos afazeres, dando espaço para Deus, acolhendo-o com sinceridade. Acolhamos, pois, o Senhor, como Ele mesmo nos acolhe!

 

Fonte: Reflexões e Sugestões Litúrgicas – Deus Conosco – p. 73-74 – 2019 – Editora Santuário

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