17º do Tempo Comum

28 de Julho – ORAÇÃO E MISSÃO

Rezar como Jesus é estar em sintonia e intimidade com Deus, para louvar, agradecer e suplicar. É confiar plenamente em Deus e apresentar-lhe nossas necessidades e os desafios da missão. Mas por que às vezes ele parece não nos atender, ainda que Jesus nos garanta: “Peçam e lhes será dado”?

Ao ensinar o discípulo a rezar como ele rezava, com as palavras do “Pai-nosso”, Jesus também chamou a agir como ele agia. Daí a importância de pensarmos no peso das palavras desta oração que sempre rezamos, quem sabe por vezes de modo automático, sem nos comprometermos a fundo com o que dizemos a Deus.

Cinco são os pedidos do “Pai-nosso” tal como Lucas nos apresenta.

É oração com a qual nos dirigimos ao “Abbá”, o Pai querido de Jesus e nosso. Não é Pai severo, mas bondoso e cheio de amor, de quem não temos medo. Com ele estamos em casa e, irmanados, expressamos nosso desejo de que seu nome seja santificado na vivência de nossa fraternidade.

Pedimos que venha a nós o Reino do Pai querido. E com isso expressamos nossa insatisfação com os reinados e poderes neste mundo, dispondo-nos a agir para que novas relações de solidariedade, serviço e misericórdia manifestem o reinado do Deus de Jesus.

Pedimos para todos o pão de cada dia, na consciência de que, pela ganância egoísta de quem deseja acumular, muitos dos que chamamos de irmãos acabam passando fome.

Pedimos que o Pai nos perdoe e fundamentamos esse pedido no fato de nós também perdoarmos aos outros. Na oração que rezamos dia a dia, aliás, dizemos: “assim como nós perdoamos”. Mas qual é, afinal, o tamanho do nosso perdão, à medida que apresentamos a Deus para que ele nos perdoe?

Por fim, pedimos que o Pai não nos deixe cair em tentação. Ou seja, que nos livre de direcionar a vida por um caminho que não seja o caminho do Filho. Com efeito, a oração que Jesus nos ensina compromete-nos com a mesma missão dele. É oração que só tem sentido se está em sintonia com essa missão, que o Pai querido continua a confiar a todos nós.


Pe. Paulo Bazaglia, ssp

Fonte: Liturgia Diária, julho de 2019 – 17º domingo do Tempo Comum. Pagina 94-95, Paulus.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *