19º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Sb 18,6-9; Sl 32; Hb 11,1-2.8-19; Lc 12,32-48 – 11 de agosto

Deus nos ensina o jeito de viver a fé. Nossa segurança e esperança estão na certeza do amor do Senhor por nós e de nossa confiança sincera nele. Essa verdade não compramos nem está na riqueza. Ela está no coração humilde, simples e sincero. Portanto, o Evangelho nos fala da necessidade de estarmos vigilantes.

Quando depositamos nossa confiança e nossa segurança no Senhor, estamos sempre vigilantes, e isso significa viver a esperança: “Onde está vosso tesouro, aí estará também vosso coração” (Lc 12,34). A fé é uma riqueza que jamais poderá ser desprezada, nem pode tornar-se indiferente para com ela. Dessa riqueza devemos nos encher mais e mais, acumular.

A resposta que Jesus dá a Pedro tem a ver conosco, povo de Deus, peregrino no tempo de agora: “Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa? Feliz o empregado que o patrão, ao chegar, encontrar agindo assim! ” (Lc 12,42).

O que devemos fazer como cristãos: devemos alimentar nossa esperança sem cessar, mesmo que haja dificuldades e diversidades. O Senhor espera que tenhamos um coração sempre pronto para o serviço generoso e amoroso, a começar por quem está bem perto de nós, ao nosso lado. Quantas vezes você já escutou sobre a necessidade de viver o batismo, de ser missionário ou missionária em nossos dias? Já sabemos disso, mas quais passos já demos a essa direção? Há grande diferença entre o saber e o fazer.

Quem está vigilante espera o Senhor, mas não fica parado, age carregado de amor, de misericórdia, de esperança. Essa é a vigilância que o Senhor deseja e espera de nós. Há tantos gritos que precisam ser ouvidos, longe ou perto de nós. Assim, estar vigilantes é estar atento ao amor que se deve devotar diante da realidade em que vivemos ou do irmão e da irmã que clamam por um auxilio que os ajude e reerguer-se. Essa riqueza da fé, precisamos gastá-la todos os dias de nossa vida. Essa riqueza se não for gasta nos empobrece, se a gastamos nos enriquece.

A vivencia da fé será sempre exigente. Dessa forma, o Cristo vem nos alertar: “A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido” (Lc 12,48). O Evangelho deste domingo vem, pois, interrogar nossa vida cristã, nossa fé e vigilância no serviço amoroso aos irmãos. Caminhemos na fé, unidos na Comunidade, pois é junto dela que podemos viver melhor o ensinamento de Cristo.

 

Fonte: Reflexões e Sugestões Litúrgicas – Deus Conosco – p. 80-81 – 2019 – Editora Santuário

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