“Cachorro picado de cobra tem medo de linguiça.”

Este ditado como os vários outros ditos populares é comparativo, figurativo, nos coloca na condição de cachorro. A comparação mesmo sendo com animal faz-se sentido pois o medo do cachorro ocorre diante de algo parecido, mas que não deixa de ter traços que pareça a uma cobra. Este não tem o uso da razão para distinguir tão bem como os humanos uma coisa da outra. Com o ser humano acontece que todo dissabor, desafeto, situações traumáticas que passamos nos leva diante de situações semelhantes ao medo que o cachorro tem ao ser picado por cobra. Só que diferente do cachorro que não tem o uso da razão, nós mesmo tendo, nem sempre nos libertamos dos fatos traumatizantes.

Outro ditado vem de encontro no sentido a este: “Gato escaldado de água fria tem medo”. Então nestes dois ditados que são variações um do outro “: “Cachorro picado de cobra tem medo de linguiça” e “Gato escaldado de água fria tem medo”. Deixando de lado os fatos traumatizantes que nos induz a compreender certos medos, vemos se assim podemos dizer o lado bom deste dito, nos mostrando que “Quem passou por grandes dificuldades, já ficou preparado para outras contrariedades; ou quem conhece a vida e é prudente evita novos contratempos. ” (Jura em prosa e verso)

Pois bem mesmo sendo comparados, não somos nem cachorro e nem gatos. Daí o convite de trabalharmos os nossos medos, seja através de terapias, ou através de outros meios como buscando ajuda e autoajuda. Os animais não têm como buscar esta ajuda por si nós temos a graça de Deus de sabermos buscar corrigir nossos problemas, buscando soluções adequadas ao mesmo.

 

Artigo de: Pe. Emanuel Cordeiro Costa

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