“Filho de peixe, peixinho é”

(Texto de Pe. Emanuel Cordeiro Costa com Certificado de Registro de Averbação na Fundação Biblioteca Nacional – EDA – Nº 544727 – livro 1036 – folha 491)

É claro que existe a herança hereditária que vem de nossos ancestrais. É normal o filho ou a filha ter algumas características ou talentos dos pais. Porém, esta frase dita de modo genérico nem sempre bate com a realidade. Em outros tempos quando normalmente o filho tinha que exercer a mesma função do pai esta frase servia para justificar este padrão. E numa sociedade de papéis rígidos, a pessoa esta condicionada aos talentos e defeitos familiares, então mais uma vez a frase “filho de peixe, peixinho é” se aplica. Ou outra parecida, “Tal pai, tal filho”.

É claro que sempre vamos carregar conosco o que aprendemos de nossos pais e também a herança hereditária.

Mas de modo genérico, hoje principalmente, esta frase não se sustenta. Era para os filhos do Pelé serem outros craques de futebol. Apenas um de seus filhos foi goleiro uma época no Santos. Os filhos do Roberto Carlos deveriam reinar na música. Em Outros seguimentos artísticos e culturais os filhos deveriam ser brilhantes como os pais.

Ou quanto ao comportamento humano filhos de alcoólatras deveriam ser todos alcoólatras. Ou, ao contrário, tem pais que não bebem e o filho depois parte para o alcoolismo.

Muitos pais não cometem crimes e as vezes os seus filhos acabam cometendo atos de violência contra as pessoas.

Tomando ao pé da letra a frase “filho de peixe peixinho é”: Se você pensa no peixe mesmo do rio ou do mar, o filho é sempre parecido, fazendo o mesmo de quem o gerou nadando normalmente.” 

Na parapsicologia do Sistema Grisa sabemos que toda pessoa procura ter a sua identidade diferenciando dos demais. É a Lei do Ser único. Por isso nas relações familiares, um irmão tem a personalidade distinta dos outros e dos pais, para diferenciar assumindo uma personalidade diferente. Mesmo como ser único a herança hereditária marca também sua personalidade como toda a vivencia de vida intrauterina.

O bom é sabermos que o que de bom aprendemos de nossos pais, devemos conservar. Depois de adultos não temos que seguir como seguem internamente e cegamente alguns a voz do papai e mamãe. O que não nos ensinaram de bom ou que deixaram de ensinar, deixemos para o lado, todos somos limitados e falhos e nossos pais também. Que saibamos valorizar suas virtudes e o que de bom nos ensinaram e não tenhamos a preocupação de sermos clones deles e sim pessoas que vivem bem os seus talentos, e nossos talentos são diferentes uns dos outros, pois não somos iguais. Este é o caminho do nosso crescimento individual, do desenvolvimento do eu, enquanto pessoas únicas e filhos de Deus.

                                                

Artigo de: Pe. Emanuel Cordeiro Costa

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