24º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Ex 32,7-11.13-14; Sl 50 (51); 1Tm 1,12-17; Lc 15,1-32 – 15 de setembro

Belo é o Evangelho deste domingo, que nos mostra a misericórdia infinita do Pai, e não há nada que resista a sua força: a ovelha perdida encontra nela abrigo, e o distante, que retorna, encontra repouso. Deus está sempre aberto a nós com sua misericórdia. Diante dela não há “bezerro de ouro” que não possa ser destruído – o do orgulho e da autossuficiência humana. Aquele, que nos livrou do “Egito” de maldades, abre-nos para a vida, acolhendo-nos imensamente. Há algo mais belo do que essa verdade? Ele é a razão de nossa existência!

Cristo fez resplandecer entre nós o rosto do Pai: rosto amoroso, terno, eterno, carregado de ternura. Nossa fragilidade humana pode nos pôr a perder, como a ovelha trasmalhada ou como o filho que se vai nas aventuras da vida. O Pai é a figura central desse Evangelho, aquele que vai ao encontro – da ovelha perdida – e espera – o filho que saiu de casa. E ainda mais: depois de tudo, somos convidados para a festa! Como é grande e infinita a misericórdia do senhor.

A alegria do encontro da ovelha perdida é o retrato de Deus, que busca os que se perderam. A graça transbordante de que fala o apóstolo Paulo é a manifestação do amor divino, que se dobra até nós, para nos abraçar, acolher, amar e fazer reviver. Mostra-nos o que Deus é: bondade e misericórdia. Os fariseus vivem criticando a Jesus porque acolhe pecadores. Jesus mostra-lhes que a atitude de Deus é muito diferente, que não é conforme eles desejam que seja. Não é a miséria o fim do homem e da mulher, pois diante de Deus haverá sempre a chance da misericórdia. Paulo lembra-nos que “encontrou misericórdia”, e quem não poderá encontrá-la? Porém, é preciso tomar consciência e não construir “bezerros de outro” como a busca do lucro, da ganância, da dominação, da escravidão…

O ensinamento de Cristo é o de ACOLHER com misericórdia, BUSCA quem está distante, CELEBRAR quem se recuperou. Quais são nossas atitudes para com os filhos pródigos e a ovelhas tresmalhadas na sociedade?

Bastam os discursos e que se comece a ousadia da profecia em favor da vida, dos pobres, dos excluídos. Enquanto houver indiferentismo e exclusão, o Cristo estará falando para nós, e não para os fariseus. O que vamos fazer: promover a vida ou dizer sim ao bezerro de ouro? Dizer sim às ovelhas e não aos bezerros dourados? A decisão é nossa.

SUGESTÕES LITÚRGICAS
Diante de cada um de nós e de nossa Comunidade inteira, Jesus apresenta-nos o modelo de todo cristão: aquele que acolhe, não se vinga, perdoa, faz festa, alegra-se com os que estavam longe e voltaram. Por isso, é importante evitar certas “fofocas” dentro da Comunidade, que não ajudam em nada e atrapalham muito. Alegrar-se com quem voltou, como o pai do filho prodigo. Nosso Deus é um deus de braços abertos, sempre pronto a nos acolher, e cristo revelou-nos o Deus de verdade: aquele que é amor e misericórdia. Por isso:
A equipe de Liturgia deve prever um bom acolhimento da Comunidade. Não somente ficar lá na porta da Igreja, cumprimentando as pessoas. Isso é uma coisa boa, mas acolher é muito mais. É alegrar-se sinceramente com a presença do outro. Então ver se há alguém que está em visita; lembrar alguém da Comunidade que está doente e não pode estar presente, uma criança nova que nasceu, algum jovem que se noivou, e assim por diante. Isso significa que os fatos circundam nossa Comunidade e tornam-se motivo de fé. Ressaltamos assim a acolhida neste domingo, como o pai que acolheu seu filho de volta. Além da sugestão apresentada, a Equipe de Liturgia poderá ver outras circunstâncias viáveis.

 

Fonte: Reflexões e Sugestões Litúrgicas – Deus Conosco – p. 90-91 – 2019 – Editora Santuário

 

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