Meditando a Palavra de Deus (Evangelho de Lc 11,42-46) (16-10-19)

Desde o Concílio Vaticano II, fala-se de um princípio de grande importância que se chama a “hierarquia de verdades”. Este princípio afirma que, embora todas as doutrinas tenham sua importância, existem vários graus de importância, dependendo da centralidade do dogma. Por exemplo, o dogma da Trindade é, de longe, mais importante do que a doutrina acerca dos coros de anjos. Se existe uma hierarquia de verdades, existem também uma hierarquia de observâncias religiosas. É este o ponto que Jesus quer deixar claro no Evangelho de hoje. Não há nenhum problema em observar as prescrições religiosas acerca do pagamento do “dízimo de hortelã, de arruda e de todas as outras ervas” (Lc 11,42). Só que tal fidelidade nunca pode substituir o dever absoluto de pratica “a justiça e o amor de Deus”. Este é o risco que o legalista sempre corre: o de ser minucioso na pratica de coisas de menor importância e indiferente na vivencia das coisas espiritualmente essenciais, coisas que constituem o núcleo de uma vida espiritual e humana. O próprio Jesus dá a melhor solução: “Isto (as coisas grandes) é que deveríeis praticas, sem negligenciar aquilo (as coisas menores) ” (v.42).
Fonte: Igreja em Oração – Nossa missa no dia a dia. Ano V – Nº 58 – Ano C – outubro 2019. Edições CNBB. P. 72.

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