A Escravidão – Bíblia Nº 16

 

01 O faraó (está no topo da pirâmide). O grau mais alto da escala social
02 (Abaixo do faraó,,,) Funcionários, sábios, grandes negociantes, sacerdotes, oficiais, grandes proprietários.
03 Os Soldados (defendem os dois de cima)
04 Agricultores e artesãos (trabalhavam para sustentar os de cima).
05 Escravos (os que levavam o pior). Sendo os últimos. Os que ficam abaixo da pirâmide social.

A história da vida de Abraão foi escrita muito tempo depois de sua morte. A Bíblia nos conta que ele saiu de sua terra e foi formar um povo. Abraão recebeu desse povo o nome de Patriarca (Pai). Ele começou um novo modo de vida com o seu povo. Seu filho Isaac continuou a caminhada. O mesmo fez Jacó, filho de Isaac, neto de Abraão. Eles descobriram um Deus verdadeiro, que sempre caminhava com o seu povo. Este Deus renovou a aliança com Jacó, que foi pai de 12 filhos que mais tarde deram origem às 12 tribos de Israel. Um dos filhos de Jacó, José, chegou a ser primeiro ministro do Egito e salvou o povo da fome. Depois de 400 anos o faraó (rei) do Egito começou a perseguir o povo descente de Jacó. Esse povo era hebreu, que significa caminhante, sem-terra, em busca de uma terra prometida, e que trabalhou, como escravo, na construção civil e na lavoura do faraó.

Situação daquela época
O povo hebreu estava no Egito. A sociedade daquela época era dominada pelo poderoso faraó.

Faraó Era o dono das terras e das riquezas (Gn 47,13ss). Era o dono do saber e das leis. Considerava-se um deus e representante da divindade junto ao povo.
Sacerdotes Muito favorecidos pelo faraó. Viviam submissos e obedientes ao faraó.

Eram os únicos que não perdiam as suas terras. Com sua atitude, desviavam do povo a ideia do Deus verdadeiro, justo e bom, fazendo o povo esquecer-se de Deus.

Sábios. Eram aqueles que o faraó permitia que estudassem.
Ricos Eram os grandes do Egito.
Artesãos Eram os que exerciam por conta própria uma arte, um ofício manual, vendendo a sua produção.
Agricultores Não eram donos nem da terra nem de todos os produtos. Trabalhavam para enriquecer o governo do faraó e seus aliados, recebendo pouca recompensa pelo seu trabalho.
Construtores Eram a mão-de-obra barata ou escrava na construção civil. Não tinham propriedades. Só trabalhavam como escravos ou muito mal pagos.
A escola Era para a classe alta, quando estudavam. Havia escravos que lecionavam nas escolas ou para particulares. Procurava-se manter o domínio do faraó e suas ideias.
Legislação Era feita pelos sábios e defendia os interesses dos que mandavam. A voz do faraó: Era como se fosse a voz do deus.

A história
O livro do Êxodo foi escrito em grande parte, por volta de 850 a. C. no Reino do Norte e, alguns trechos, por volta de 950 a. C. no tempo de Salomão e o restante foi escrito na época do cativeiro na Babilônia. Sua finalidade era mostrar ao povo que era iludido, divido, infiel a Javé e oprimido pelo governo de Salomão e pelos babilônicos.

Situação do povo.
Durante um bom tempo, o povo hebreu viveu bem, porque o faraó conhecia a família de José. Depois de algum tempo, porém, outro faraó subiu ao trono do Egito e não conhecia José. Esse faraó começou a construir um grande palácio e outras obras. Para a execução dessas obras o faraó decidiu usar o povo hebreu. Este povo era muito numeroso. Quando o faraó percebeu isto, começou a ter medo. Esse povo, trabalhando como escravo, em condições difíceis, crescendo muito, poderia se revoltar contra o faraó e provocar desordens no país. Por isso, o faraó decidiu limitar o nascimento das crianças dos hebreus do sexo masculino. O povo era simplesmente instrumento de trabalho. Não havia respeito com a vida. Não havia culto nem sacrifícios. O povo trabalhava o ano inteiro, sem descanso. Trabalhava para manter o sistema do faraó, sem ter consciência da situação, porque a religião do Egito apoiava a opressão.

 

Fonte: A Bíblia nas Mãos do Povo – Encontros para os grupos – Antigo Testamento – Lourenço Gauci – Editora Ave-Maria – p. 28-30. – 2º edição 1996.

 

 

 

 

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