Quando celebrar? O ano litúrgico

A Igreja celebra ao longo do ano litúrgico o mistério de Jesus Cristo, Filho de Deus: sua vida, paixão, morte e ressurreição, sua Páscoa. Enviando ao mundo seu Filho, Deus Pai eleva a história humana à plenitude. Nenhum outro fato poderá ultrapassar o significado dessa ação maravilhosa de Deus.

A salvação realizada em Jesus Cristo, com seus mistérios sagrados, é contemplada e celebrada ao longo do ano litúrgico, que está organizado em três ciclos sucessivos: A, B e C. cada ciclo litúrgico corresponde ao teto de um evangelista, Mateus, Marcos ou Lucas, sempre intercalado com passagens do Evangelho de João.

Ano após ano, seguimos o caminho percorrido por Jesus Cristo; o ano litúrgico está organizado em torno de dois momentos fundamentais: seu nascimento (Natal) e sua morte e ressurreição (Páscoa). Estes dois polos irradiam dois ciclos litúrgicos, ambos com tempo de preparação, de realização e de prolongamento. Intercalando em dois ‘ciclos’, durante o ano, aparece o chamado Tempo Comum.

O ciclo do Natal é iniciado com as quatro semanas do Advento e prossegue, além da festa da Natividade, até a Epifania, a festa da manifestação de Jesus.

O ciclo da Páscoa é preparado pela Quaresma (40 dias) e se prolonga, além da Ressurreição, até a solenidade de Pentecostes, a vinda do Espírito Santo.

O tempo Comum comtempla os demais mistérios da vida e das obras de Jesus: Ele passou pelo mundo fazendo o bem.

Desse modo, a memória de Jesus celebrada na Liturgia transforma nossa vida, que vai sendo iluminada e fortalecida pela celebração dos Mistérios da sua encarnação, vida, paixão, morte, ressurreição até nosso encontro definitivo com Deus.

a) Páscoa, culminância do ano litúrgico

A Páscoa do Senhor constitui a culminância do ano litúrgico. A vigília pascal, que antecede o Domingo de Páscoa, é a “mãe de todas as noites”, pois nela celebramos o Mistério central de Cristo, que é sua Ressurreição.

b) Festas da mãe de Deus e dos Santos

Em dias estabelecidos, ao longo do ano litúrgico, a Igreja venera com especial amor a bem-aventurada Virgem Maria, a Mãe de Jesus e da Igreja, pois está indissoluvelmente ligada à obra salvadora do seu filho. E mais, a Igreja admira e enaltece, na pessoa de Maria, o fruto mais bonito da Redenção e a contempla como perfeita imagem daquilo que ela própria, a Igreja, deseja ser.

Durante o ano litúrgico, a Igreja faz memória dos Apóstolos, dos Mártires e de outros Santos e Santas, que viveram com Cristo, por Cristo e em Cristo, e com ele foram glorificados. Esta memória é celebrada no dia em que, terminada sua vida nessa terra, entraram para a comunhão plena com a Santíssima Trindade. Com cristo, eles não cessam de interceder por nós ao Pai. A Igreja propõe como exemplos a todos os católicos, com o intuito de mostrar aos fiéis que o ideal da santidade é atingível.

c) O Dia do Senhor

O centro de luz do tempo litúrgico é o domingo, o dia da ressurreição de Cristo. O domingo é o dia da Palavra e da Eucaristia. É o dia por excelência da assembleia litúrgica, em que os fiéis reúnem-se e participam da Ceia do Senhor, e têm em seu encontro semanal com o Senhor ressuscitado.

A missa dominical deve ser o coração da vida do católico e a bússola da caminhada pascal das comunidades. Nela está condensada, em palavras, gestos, símbolos e ritos, toda a nossa fé. A partir desta compreensão podemos afirmar, com toda convicção, que celebrar o Mistério de Cristo é celebrar Cristo em nossa vida e nossa vida em Cristo.

 

Fonte: Sou Católico, Vivo a minha Fé – Publicações da CNBB. Subsidio 2 – Edições CNBB. 1ª edição 2007. Páginas 54, 55 e 56.

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